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uma cidade só existe para quem pode se movimentar por ela

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Para seguir adiante

abril 18, 2016 por: camarada_d categoria: daniel guimarães

Gostaria de ser menos vulnerável, mas não consigo. Essa conjuntura me abala bastante. Perco a cabeça e me deprimo. Pra transformar um quinhãozinho das coisas no sentido de ampliar um pouco as possibilidades de viver – possibilidades que o partido do dinheiro não permite – é preciso um esforço imenso. Imenso.

Todo mundo que militou/milita mais ou menos sabe o quanto a vida fica dura. As reuniões, os estudos, os enfrentamentos, internos e externos, são muito excitantes e nos levam a conhecer potências bastante vivas, mas também nos desgastam. Os espaços se misturam, na camaradagem, amizade, amor. Eventualmente tudo desmorona ao mesmo tempo. A luta toma nosso tempo. Aliás, a vida sob o capitalismo é uma máquina de roubar nosso tempo de vida, que já não é lá muito longo. continua →

Uma discussão sobre a municipalização da Cide

março 07, 2016 por: lucio_gregori categoria: lúcio gregori

por Lúcio Gregori

De longa data se discute a possibilidade de taxar o consumo de gasolina para financiar a tarifa dos transportes coletivos. Nessa perspectiva, o uso do automóvel é penalizado e se tem como base dessa penalização que seu uso estimulado por vários subsídios “escondidos” é fator de atraso no uso do transporte coletivo e do alto custo das tarifas. Seja porque o excesso de carros provoca congestionamentos que afetam o transporte coletivo, seja porque esses subsídios escondidos dificultam, na outra ponta, a existência de mais recursos para subsidiar as tarifas. Tanto é assim que para cada R$ 12,00 usados pelo país em benefício dos automóveis são usados R$ 1,00 com os transportes coletivos. Assim, esses vários subsídios escondidos podem tornar o automóvel indevidamente concorrente com o transporte coletivo. continua →

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Espaço Público entrevista Lúcio Gregori

janeiro 27, 2016 por: admin categoria: lúcio gregori, vídeos

O autor do projeto tarifa zero, hoje inspiração do Movimento Passe Livre (MPL), Lúcio Gregori é o entrevistado desta terça-feira (26/01) no programa Espaço Público, que vai ar pela TV Brasil, às 23h. Engenheiro civil, Gregori coordenou a elaboração da proposta quando era secretário dos Transportes da então prefeita paulistana Luiza Erundina – à época, no começo da década de 1990, no PT. A ideia era a prefeitura de São Paulo bancar o custo com o aumento do IPTU nas áreas mais valorizadas da cidade.

A partir do início dos anos 2000, manifestantes começaram a se organizar e a ir às ruas em defesa do transporte público gratuito. Já em 2003, houve a Revolta do Buzú, na capital baiana. Em 2004 e 2005, foi a vez da Revolta da Catraca, em Florianópolis. Ainda em 2005, surgia o MPL, fundado durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, em 2013, os protestos espalharam-se pelo país e puseram a tarifa zero no centro dos debates nacionais. continua →

Aumento da tarifa do transporte público gera imobilidade e exclusão social nas cidades brasileiras

janeiro 24, 2016 por: admin categoria: entrevistas

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por Danilo Mekari, no Portal Aprendiz

Tão logo 2016 começou, governos estaduais e municipais de 21 cidades do Brasil – incluindo dez capitais – anunciaram o aumento da tarifa do transporte público urbano, uma prática que já tem se tornado corriqueira a cada passagem de ano. Em Belo Horizonte, a passagem do metrô subiu de R$ 3,95 para R$ 4,45, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a tarifa unitária chegou a R$ 3,80 e, em Joinville (SC), subir em um ônibus ficou oitenta centavos mais caro: de R$ 3,70 para R$ 4,50.

Ao mesmo tempo em que cresce o preço para circular pelas zonas urbanas brasileiras, a qualidade do serviço de transporte público é vista como regular, ruim ou péssima para quase 70% das pessoas, como revela pesquisa da Confederação Nacional das Indústrias. O aumento da tarifa gera ainda um efeito dramático para a população de baixa renda, pois põe em jogo o acesso dessas pessoas ao transporte público e, consequentemente, fere seu direito à cidade. continua →

Quem tem medo da política?

janeiro 19, 2016 por: marina categoria: marina capusso

Janeiro, em geral, mês de férias dos estudantes e trabalhadores da educação e mês preferido de prefeitos e governadores para aumento na tarifa dos transportes. Chego em São Paulo no domingo e vou me atualizar sobre o que está acontecendo na cidade. Me deparo com um texto, uma opinião do Estadão1, que só não denomino como realismo fantástico, por que seria profundamente injusto com as belas obras literárias assim classificadas.

Penso se vale a pena escrever sobre isso e me recordo de algo que venho conversando há algum tempo: temos que começar a levar a sério os absurdos com os quais nos deparamos. Afinal, se até pouco tempo achávamos motivo de chacota escutar pessoas defendendo a ditadura militar, julgando ser somente um pequeno grupo de lunáticos, em 2015 vimos muitos desses pelo Brasil se manifestando em vias públicas e publicando suas selfies com a tropa de choque. continua →

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Tijucas do Sul, no Paraná, terá tarifa zero no transporte coletivo

outubro 30, 2015 por: admin categoria: notícias

por Rodrigo Batista

Decisão foi aprovada pela Câmara de Vereadores do município. Na atual concessão, usuários pagam de R$ 3,50 a R$ 5 na tarifa

Enquanto Curitiba e as grandes cidades da Região Metropolitana continuam em meio a discussões sobre o valor da tarifa de ônibus e a qualidade do transporte coletivo, o município de Tijucas do Sul, a cerca de 50 quilômetros da capital, vai implantar tarifa zero no transporte público a partir de dezembro deste ano. A decisão foi aprovada pela Câmara dos Vereadores e será colocada em prática pela prefeitura assim que terminar a atual concessão das linhas urbanas. continua →

Tarifa zero e o nonsense

outubro 20, 2015 por: camarada_d categoria: daniel guimarães, lúcio gregori

Outro dia desses tropecei numa matéria com declarações do secretário de Transporte de São Paulo, Jilmar Tatto (aqui: http://viatrolebus.com.br/2015/10/tatto-fala-sobre-tarifa-zero-e-subsidio-ao-transporte-publico/). Entre os assuntos, a tarifa zero. Não estão lá as perguntas, nem muito de contexto, apenas algumas breves declarações do secretário. Melhor seria se as perguntas estivessem lá, mas é crível que estas tenham sido as falas do secretário, coerentes com outras declarações ao longo dos anos. Me parece, como sempre, que entram em cena desculpas que operam na superfície para impedir que os motivos mais profundos sejam revelados. Motivos que passam pelo bom andamento dos negócios dos parceiros e também pelo receio do significado que poderia ter na vida dos mais pobres e na vida política caso estes conquistassem o direito de realmente se deslocarem livremente nas cidades. Fala de empresa pública como fosse dele, uma empresa pública particular da vontade do próprio defensor das empresas privadas. A secretaria suportaria que a própria população determinasse as políticas de transporte universalizado? Vejam: continua →

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[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Colocar de cabeça para cima a política de cobrança de impostos

outubro 11, 2015 por: admin categoria: cronologia transporte erundina

patarra

Sobre esta Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina

8 de agosto de 1989 – A Prefeitura publica 200 mil exemplares da cartilha O povo está cobrando — quem tem mais, paga mais! As 14 páginas da publicação, inteiramente ilustradas e em linguagem popular, abordam o projeto de reforma tributária com o qual a administração municipal visa arrecadar recursos e promover justiça social. Diz a cartilha:

“O atual sistema de impostos municipais na cidade de São Paulo é bastante injusto. Proprietários de numerosas e grandes residências, escritórios, fábricas etc., pagam impostos sobre valores que já estão inteiramente superados. Outros guardam seus terrenos vazios e ociosos apenas para fazer especulação imobiliária. Numerosos serviços e negócios pagam impostos insignificantes. E há, ainda, os que conseguiram algum tipo de isenção para não pagar imposto nenhum. Enquanto isso, grande parte da população trabalhadora de baixa renda não tem qualquer desses privilégios e tem de pagar imposto. continua →

[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Gás natural nos ônibus da empresa pública

outubro 10, 2015 por: admin categoria: cronologia transporte erundina

patarra

Sobre esta Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina

3 de agosto de 1989 – Luiza Erundina assina convênio com a Petrobrás, para fornecimento de gás natural aos ônibus da CMTC. Enquanto não ficar pronto o posto de abastecimento do município, o gás chegará em carretas vindas de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O ônibus a gás quase não polui. Os veículos a óleo diesel, adaptados para consumir gás, reduzem em 65% a emissão de fuligem na atmosfera, e em 100% a de enxofre. O custo de manutenção de ônibus a gás é menor, já que sua combustão – mais completa –  proporciona maior rendimento e aumenta a vida útil do motor.

[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Denúncias sobre precarização da empresa pública de transporte

setembro 20, 2015 por: admin categoria: cronologia transporte erundina

patarra

Sobre esta Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina

Dossiê Jânio Quadros: crime, corrupção e caso de polícia

10 de abril de 1989 – Luiza Erundina divulga o Dossiê sobre a administração Jânio Quadros. Em 65 páginas, o documento revela descalabros administrativos e dezenas de irregularidades. Um caso de polícia. A apresentação do dossiê é assinada pela prefeita: continua →

Aumento de tarifa cancelado em Belo Horizonte

setembro 14, 2015 por: camarada_d categoria: daniel guimarães, notícias

bh

Mais uma vitória! Viva a luta da população, do Tarifa Zero BH e doMovimento Passe Livre – BH! Na torcida para que este importante passo inspire a luta que deverá seguir. Empresários e seus defensores no governo certamente não tardarão em responder este revés.

Justiça cancela aumento de passagens de ônibus em Belo Horizonte

por Bárbara Ferreira

O reajuste de 9,7% havia sido autorizado pela prefeitura no início de agosto, a partir de um pedido do Setra

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[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Realizações dos primeiros 100 dias

setembro 13, 2015 por: admin categoria: cronologia transporte erundina

patarra

Sobre esta Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina

9 de abril de 1989 – O documento de prestação de contas dos 100 dias do governo Luiza Erundina lista realizações da nova administração. Algumas delas:

- na área da CMTC, passou-se a privilegiar a retífica de motores nas garagens da companhia. Descobriu-se que a vida útil do motor retificado por empresas particulares variava de 27 mil a 120 mil quilômetros, contra os 150 mil quilômetros obtidos nas oficinas da CMTC. Em 100 dias, a CMTC colocou nas ruas 322 ônibus que estavam recolhidos nas garagens por falta de peças e manutenção. Os chamados chiqueirinhos foram retirados dos ônibus da cidade. A CMTC comprou 7000 pneus com desconto de 40% em relação ao preço de mercado, acabando com o problema de escassez nos estoques que, no primeiro dia da atual administração, possuiam um (sic) pneu de reposição;

- ainda na área de transportes, a Prefeitura reverteu o processo de extinção da CET, iniciado por Jânio Quadros, e decidiu reavivar a empresa que há 13 anos vinha executando serviços essenciais para a cidade, no setor de engenharia de tráfego e trânsito.

Invertendo prioridades: uma política que possa unificar o campo de esquerda

setembro 12, 2015 por: camarada_d categoria: daniel guimarães

Só uma correção a respeito do artigo abaixo: o MPL tentou, e tenta, fazer esse movimento político de inversão a que se refere Reginaldo, apontar a idiossincrasia do sistema de tributação e redistribuição de riqueza no Brasil, onde os muito ricos pagam pouco imposto em proporção aos seus rendimentos e o Estado não aplica o suficiente do PIB em serviços públicos essenciais. Perversão total. Esta política se apresenta na frase em que o movimento busca sintetizar sua missão, ao mesmo tempo pontual e ponto nodal dos conflitos da nossa sociedade arcaica de classes: “Tarifa zero paga pelos ricos”.

Certa esquerda ou não o percebeu, ou percebeu e se movimentou também politicamente para desqualificar a demanda de que os direitos sociais tenham prioridade sobre as limitações da inclusão pelo mercado, que estes direitos sejam ampliados e custeados pela elite protegida pelo Estado. Convencê-la também poderia humildemente estar entre os nossos planos, levando em consideração a complexa mediação de projetos de sociedade na qual assumiram responsabilidade. Mediação que carece da força do lado esquerdo no momento. Muito por responsabilidade dos processos deste campo, que já são conhecidos pelos textos e por experiência; processos que enfraqueceram a força social popular independente, e falo mesmo da força social do próprio partido. De qualquer forma, venho pensando em como pode ser importante abrir uma porta para que setores hoje desqualificados e descartados como governistas, mas que não fazem parte da máquina propriamente dita e aspiram emancipações à esquerda, somem-se a essa perspectiva estratégica crítica. Pode ser uma aposta ingênua, mas não tem jeito, cresci ouvindo Sham 69. If the kids are united, they will never be divided…

Levo em consideração que nossa responsabilidade é com o futuro, mas também com as gerações do presente.

Que os super-ricos paguem a conta ou como tirar a classe média da influência da direita

Nos últimos anos, os bilionários brasileiros e seus cães de guarda na mídia perceberam que podiam conquistar o ressentimento da classe média para jogá-la contra os pobres, os nordestinos, os negros, tudo, enfim, que se aproximasse dos grupos sociais que fossem alvo de políticas compensatórias, de redistribuição. E contra governos e partidos que tomassem essa causa. E a esquerda, de certo modo, assistiu a essa conquista ideológica sem ter resposta. Uma resposta política: a criação de movimentos reformadores que fizessem o movimento inverso, isto é, colocassem essa classe média contra os altos andares da riqueza. Nós não soubemos fazer isso”, escreve Reginaldo Moraes, em artigo publicado por Brasil Debate, 10-09-2015. continua →

[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Reforma dos ônibus fora de operação

setembro 12, 2015 por: admin categoria: cronologia transporte erundina

patarra

Sobre esta Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina

17 de fevereiro de 1989 – Luiza Erundina vistoria ônibus reformados nas oficinas do complexo Santa Rita da CMTC, na região central. Dos 768 ônibus da companhia que estavam fora de operação no primeiro dia de governo do PT, 272 já voltaram às ruas.  A CMTC tem 2742 coletivos em operação.

Deslocamento será considerado trabalho pela União Europeia

setembro 11, 2015 por: camarada_d categoria: daniel guimarães

Notícia interessantíssima direto do velho continente (no final do texto): Tribunal de Justiça da União Europeia considera que o deslocamento faz parte do trabalho e não apenas a realização da atividade. Sim, a decisão se limita a determinados tipos de trabalhos (os trabalhos que não são realizados em escritórios), mas coloca esta questão da mais alta relevância, tanto para as políticas de transporte como para as políticas trabalhistas, no devido lugar. O significante está exposto, tal como agora o transporte figurar entre os demais direitos essenciais na Constituição Federal brasileira. Passo importante para elaborá-lo política e intrapsiquicamente, para deslocar o significado de trabalho e deslocamento, com perdão dos trocadilhos. continua →