E a tarifa zero, companheiro?
Nesta última quarta-feira, dia 25, o presidente Lula participou da abertura da Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana, no Rio de Janeiro. Evento desses em que se diz, da boca para fora, que é necessário frear o crescimento da frota de carros nas cidades e se discute novas formas de tecnologias para transporte urbano. Coisas que deixam as montadoras saltitantes de alegria.
Pois o presidente que ajudou a reduzir os danos das montadoras americanas durante a crise deste ano, reduzindo as dificuldades dos brasileiros para comprar mais carros, resolveu dizer que “a gente precisa compreender que o investimento na mobilidade urbana é investimento na melhoria de vida das pessoas. Que fazer esse companheiro chegar em casa ou no trabalho mais rapidamente é permitir a ele que tenha um pouco mais de lazer”.
Será que eliminar o pagamento direto desse transporte, aplicando a tarifa zero, também não é uma forma de melhorar a vida desse companheiro? Alguns anos atrás quando das discussões sobre o Projeto Tarifa Zero no governo Erundina, em São Paulo, Lula se dizia contrário e argumentava de que o trabalhador deveria ganhar bem para bancar seu transporte. Claro que não teria coragem de dizer o mesmo sobre educação ou saúde. Pegaria mal. Mas algo me diz que Lula ainda não compreendeu o que significa transporte público. E menos ainda de política de classe. De qualquer forma, em uma coisa concordamos:
“Nós queremos acabar com a máxima, vergonhosa, de que tudo para o rico é desenvolvimento, e para o pobre é gasto”.





Olá,
De fato, é impressionante como se torna cada vez mais comum escutarmos que o transporte coletivo é prioridade – e tudo mais.
Antes, era só em épocas de eleições ou de recordes de congestionamento. Agora, não – vide a enxurrada de notícias que assistimos todos os dias.
Sem dúvida, isso tudo pode ampliar o debate sobre a temática da Mobilidade Urbana em nossas cidades – aliás, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são oportunidades para que o sistema de transporte se reorganize.
No entanto, ainda falta muito para que esse debate seja realmente feito – levando-se, nesse contexto, os diversos interesses de empresários que querem faturar com essas iniciativas.
Por esse motivo, devemos acompanhar de perto – como seu texto faz -, debater e agir.
1Adorei….
isso realmente é importante salientar, pois o lula parece não compreender aquilo que ele está lá para fazer, facilitar a vida dos companheiros em TODOS OS SENTIDOS e claro evitar os gastos para os pobres!!!!
abraços!!
2ABUSO CONTRA OS USUÁRIOS
Repúdio! Nunca na história de São Paulo, o preço da passagem ficou acima de um dólar. Quando Vossa Excelência, Presidente Lula em 2003, começou seu governo uma passagem de ônibus na Capital custava R$ 1,70 ou seja a passagem custava menos da metade de um dólar e o metrô R$ 1,90. Hoje as empresas estão faturando alto,os preços de combustíveis, peças, pneus e ou- tros estão estáveis. O sistema eletrônico de cobrança da passagem, não há mais desvio de dinheiro como tinha antes, com o bilhete de papel que até os ladrões roubavam, hoje o cobrador não tem o cofre junto da catraca, que era alvo dos bandidos. Gente hoje é só lucro para as empresas, todo dinheiro vai para SPTrans via bilhete eletrônico, depois eles repassam para as empresas, e vamos à luta com vontade de vencer. As empresas não contribuem com o social, observo todos os dias, pessoas se humilhando com o motorista pedin- do uma carona porque não tem nem R$ 2,70 para a condução. E ainda para piorar, as empresa obrigam seus funcionários à colocarem avisos na entrada dos ônibus: “É proibido dá carona”
Observe os ônibus intermunicipais da Grande São Paulo, vergonha! A gran- de maioria não têm nem cobradores, sobrecarregando os motoristas à cobran- ça da tarifa, só lucro para as empresas! Muita pressão encima dos motoristas, já houve até demissões de motoristas, porque deu carona para um necessita- do. Vou sugerir ao Sr. Presidente Lula, para criar o vale transporte social para pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza ou desempregados, tanto para ônibus, trem e metrô. Segundo uma pesquisa, em cada 100 usuários de ônibus
metrô ou trem na cidade de São Paulo, 35 dos usuários não têm condições de
pagarem a passagem, tanto nos ônibus, metrô ou trem por serem muito eleva- do os preços, acima de um dólar. Em 12 de janeiro de 2003, uma passagem de ônibus custava R$ 1,70, no mesmo período um dólar estava em torno de R$ 4,00 ou seja, uma passagem de ônibus custava menos de meio dólar.
Abraços à todos, Necessitado sem dinheiro para condução.
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