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arquivo de ‘entrevistas’

Ex-secretário de transportes defende tarifa zero

February 11, 2011 por: admin categoria: entrevistas, lúcio gregori

Lúcio Gregori foi secretário municipal de Transportes durante o governo da prefeita Luiza Erundina em São Paulo. Nesta entrevista ao Outras Vias, ele comenta o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo e nas demais metrópoles do país e fala sobre o projeto que tentou implementar durante seu governo e que defende até hoje: a tarifa zero para transportes públicos. Um dos inspiradores do Movimento Passe Livre,  Gregori defende que é preciso uma política nacional para melhorar a mobilidade urbana e defende que não faz sentido se pensar em economia como uma área separada da política. Confira os principais argumentos do ex-secretário separados por tópicos. (more…)

Entrevista com integrante do Movimento Passe Livre de São Paulo no Correio da Cidadania

February 07, 2011 por: admin categoria: áudios, entrevistas

Clique e ouça entrevista com Mariana Toledo, do MPL SP:

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5402/182

Um problema de todos os brasileiros, pauta da esquerda brasileira

January 28, 2011 por: admin categoria: daniel guimarães, entrevistas

por Michelle Amaral

Militante do MPL afirma que o crescimento das manifestações mostra que trata-se de um problema de todos os brasileiros

Em entrevista concedia por e-mail ao Brasil de Fato, Daniel Guimarães Tertschitsch, militante do Movimento Passe Livre e integrante do Tarifa Zero, faz uma avaliação positiva das manifestações contra os reajustes das passagens de ônibus que ocorrem desde o início de janeiro. Cerca de 17 cidades tiveram suas passagens reajustadas e outras seis têm previsão de aumento.

Movimentos estudantis e organizações sociais, como o Passe Livre, têm encabeçado protestos em várias cidades do país. Para Tertschitsch, isto demonstra que “este problema é um problema de classe, dos trabalhadores e trabalhadoras, excluídos e excluídas e de todo o Brasil”. (more…)

Para especialista, aumento segue lógica do negócio

January 25, 2011 por: admin categoria: entrevistas

por Michelle Amaral

De acordo com Lúcio Gregori, enquanto o transporte for entendido como um negócio, os aumentos de tarifas vão continuar a ocorrer

Até a primeira quinzena de janeiro foram registrados reajustes nas tarifas dos ônibus municipais em pelo menos quinze grandes cidades brasileiras e há a previsão de que as passagens de seis cidades ainda sejam reajustadas. Em três cidades o aumento ocorreu já no final de 2010.

Das dez maiores regiões metropolitanas pelo menos 6 anunciaram aumento. Mais de 56 milhões de pessoas que vivem nas regiões com grande densidade populacional estão sendo afetadas pelos reajustes das passagens. (more…)

Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão”

January 25, 2011 por: admin categoria: entrevistas

por Conceição Lemes

Quinta-feira, às 17h,  praça dos Ciclistas (esquina das avenidas Consolação com Paulista): o  segundo ato público contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, que passou R$ 2,70 para R$ 3.

O primeiro, na última quinta-feira, reuniu cerca de mil manifestantes e acabou reprimido pelo Polícia Militar. Trinta e uma pessoas foram detidas e, pelo menos, dez ficaram feridas.

“Os detidos já foram liberados”, informa ao Viomundo a estudante de Direito Nina Cappello, do Movimento Passe Livre. “Por enquanto nenhum foi indiciado, não teve nenhuma acusação específica, foi só para averiguação. Quanto aos feridos, dois fizeram boletim de ocorrência e um realizou exame de corpo de delito.”

Nina é estudante de Direito, pertence ao Movimento Passe Livre e foi a responsável pela negociação com a Polícia Militar durante a manifestação. (more…)

Entrevista com o MPL sobre o aumento da tarifa de ônibus em janeiro

December 23, 2010 por: admin categoria: entrevistas

Breve entrevista que o militante André “Beavis” cedeu ao jornalista Jacson Almeida, da Gazeta de Joinville:

Já conversaram com o Carlito?
Nesse momento não, mas nós já conversamos com ele e com o IPPUJ em diversos outros momentos e eles sabem muito bem, assim como toda população joinvillense, que o movimento é completamente contra qualquer aumento na já elevada tarifa do ônibus. Outra coisa que vale ser colocado, é que o Carlito não conversou com ninguém da sociedade civil, nem dos movimentos sociais da cidade para saber o que achávamos do aumento. Ele só conversou com os empresários das empresas de ônibus.

Haverá pressão para não aumentarem?
Sim, nós do MPL estamos nos posicionando contra o pedido de aumento, e começando um processo de mobilização das pessoas para lutar com o (possível) aumento.

Acham que é justo a tarifa?
Você acharia justo pagar R$ 2,30 para tomar uma injeção contra a Gripe A, pelo Sistema Único de Saúde (SUS)? Ou acharia justo pagar R$ 2,30 por cada dia de aula em uma escola pública? Ou ainda pagar R$ 2,30 para brincar em alguma praça pública da cidade? O fato não é se a tarifa é justa ou não, porque ela esta cara ou não. O grande ‘x’ da questão é: porque se paga por um serviço público e para os demais serviços não se paga? Ou seja, eles são pagos de forma indireta, através dos impostos que a prefeitura arrecada. No nosso ponto de vista qualquer tarifa cobrada no transporte coletivo é injusta.

Retirado de http://mpljoinville.blogspot.com/2010/12/entrevista-com-o-mpl-sobre-o-aumento-da.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

“Na busca dos zarcões* sobre o controle público e na faixa”. Entrevista com Maikon Duarte, da Frente de Luta pelo Transporte Público

May 05, 2010 por: camarada_d categoria: daniel guimarães, entrevistas

Como foi essa história de o aumento ter sido cancelado? Ele já havia sido implantado e o prefeito voltou atrás? De quanto era o aumento?

As empresas Gidion e Transtusa estavam solicitando R$ 2,65, alegando todas as bobagens de sempre, aumento dos custos, diminuição de usuários e usuárias e afins. O próprio prefeito Carlito Mers, do PT, alegou que chegava pensar em conceder R$ 2,55. (more…)

Para especialista, transporte público é a solução

February 10, 2010 por: admin categoria: entrevistas

O especialista Horácio Figueira conversou com o Caderno SP sobre causas e soluções para a mobilidade complicada na cidade de São Paulo. Ele analisa três inaugurações previstas para este ano e avisa: “Tem de haver mais investimento em transporte público”. Confira. (more…)

Entrevista com integrande do MPL Vitória

January 25, 2010 por: camarada_d categoria: daniel guimarães, entrevistas

Os problemas das grandes cidades já não se resumem às pessoas que moram dentro do limite físico em que se encontram no mapa. A cada ano aumenta o número de habitantes nas cidades que servem basicamente como dormitório de pessoas que tentam ganhar a vida nos grandes centros. Naturalmente, o transporte coletivo intermunicipal exerce papel fundamental nesta realidade, já que é o principal modo para levar e buscar os trabalhadores e as trabalhadoras para seus empregos nas capitais ou nas cidades mais importantes. As lutas sociais precisam acompanhar este processo e é o que já estão pondo em prática os integrantes do Movimento Passe Livre de Vitória, Espírito Santo, que dentro em breve iniciarão uma jornada de lutas contra aumentos nas tarifas municipais e intermunicipais. Confira entrevista com Skiter, do MPL capixaba.

O aumento é da tarifa intermunicipal? Como funciona isso tudo?

Na Grande Vitória há dois sistemas de transporte. O intermunicipal, que chamamos de Transcol, e o municipal de Vitória. São empresas, licitações e sindicatos patronais diferentes, mas as mesmas famílias são donas de tudo. No Transcol é o Governo do Estado que regula, através da estatal Ceturb (Companhia Estadual de Transportes Urbanos) e o aumento é aprovado pelo Cotar (Conselho Tarifário), mas esse fórum é consultivo e quem assina é o governador. A passagem aumentou para R$ 2,15 e o subsídio do transporte aumentou para 60 milhões de reais. Em Vitória é a Secretaria Municipal de Transportes e a Ceturb que regulam, é o Comutran quem aprova aumento, mas é o prefeito quem assina. A passagem aumentou para R$ 2,00.

Mas quanto custavam antes?

A tarifa do Transcol custava R$ 2,00 e aumentou para R$ 2,15, já a tarifa de Vitória custava R$ 1,85 e foi para R$ 2,00.

E como está o movimento social e o MPL por aí?

O MPL tem maior inserção no movimento estudantil, mas ainda assim é fraco. Temos apoios de alguns sindicatos na publicação de materiais, cópias e essas coisas, mas ainda não existe um fórum unificado contra a tarifa. Os movimentos sociais no Espírito Santo sofreram uma grande desagregação desde o inicio do Governo Lula e Paulo Hartung. O PT mudou de mala e cuia para os palácios e os movimentos que tinham referência neles ou apóiam abertamente os governos ou ficam em dúvida na hora do enfrentamento.

Os movimento do campo (MST, MPA, MNLM), o movimento indígena e quilombola, a Rede Alerta Contra o Deserto Verde e o movimento estudantil foram os setores que mais se mobilizaram nos últimos anos, mas não existe uma articulação entre eles. Somente ocorrem ocasionalmente ações em comum, mas sempre sob o controle das direções tradicionais.

O movimento sindical tradicional está paralisado, os trabalhadores da Vale, CST, Aracruz, Belgo Mineira, Garoto, da Construção Civil, Mármore, portuários, estão há muitos anos fora do cenário principal das lutas sociais capixabas. Os trabalhadores que tem entrado nas lutas são os rodoviários (do Transcol e Vitória) e os vigilantes patrimoniais, com greves massivas, radicalizadas, com fechamento de ruas, pontes, avenidas e enfrentamento direto com a polícia.

A potencialidade das lutas no Espírito Santo é crescente, mas desarticulada. Manifestações contra aumento nas férias é quase impossível e, quando ocorrem, são sempre de vanguarda. Os empresários e o governo já fazem de propósito, aumentam no réveillon para não ter reação popular.

Qual é o projeto do MPL de Vitória para o transporte coletivo?

Nosso projeto de mobilidade urbana para a Grande Vitória é de valorização do sistema coletivo de transporte e de vias alternativas. O MPL hoje defende o passe livre para estudantes e desempregados; a melhoria da qualidade do transporte público: Linhas de madrugada, aumento da frota, ônibus climatizados; redução imediata da passagem; cancelamento da concessão de exploração de serviço; construção de ciclovias; reimplantação do sistema aquaviário e faixas prioritárias para ônibus.

A Grande Vitória tem atualmente uma das frotas de carros mais novas do país, os engarrafamentos tem sido constantes devido as vias não suportarem o fluxo excessivo de carros. Até as pontes novas que estão sendo construídas não possuem ciclovias, nem passagem para pedestre.

A cidade foi construída para os carros. Precisamos subverter essa lógica. Os mesmos donos das empresas de transportes são donos das concessões de pedágio da 3ª Ponte e do pedágio da Rodosol. Somos pelo fim do pedágio e defendemos a administração pública dessas concessões.

Sabemos que o MPL de outros estados (como São Paulo) defende a tarifa zero, com um imposto progressivo por renda, de forma que os ricos paguem pelo transporte de todos. Essa discussão está em curso no movimento, mas o enfrentamento com a consciência coletiva (da população) é lento e progressivo. Queremos chegar no momento em que nossa bandeira seja apenas a tarifa zero.

Atualmente, o governo do Estado fornece um benefício de gratuidade na passagem de uma parcela dos estudantes da rede pública estadual (ensino médio) da Grande Vitória, mas não chega a 15% dos estudantes e é somente a passagem de ida e volta da escola, com horários e linhas restritos.

Esse benefício é tão ruim, que no ano passado, das 14 mil vagas que o governo abriu, apenas 11 mil foram preenchidas. Os estudantes preferem pagar a meia passagem do que ter esse falso benefício.

Devido ao caos do transporte coletivo de nossas cidades e ao pessimo planejamento, a bandeira do Passe Livre tem eco entre a juventude e os trabalhadores que sofrem diariamente nas suas viagens, em pé, apertados, e no calor do dia-a-dia de nossa classe.

Vocês não consideram que essa gratuidade seja um tipo de avanço, algo que possa ser um ponto de partida?

Essa gratuidade é de certa forma é um avanço, pois apesar de ser uma medida paliativa, é resultado dos anos de enfrentamento da juventude. Consideramos o passe livre do governo como um benefício e não um direito, pois existem várias limitações que o governo determinou. Como um limite mensal de passagens, duas passagens por dia, que somente podem ser usadas nos dias e horários de aula, uma para a ida e outra para a volta. Imaginamos, se o estudante tem aula de manhã, ele usa esse benefício para ir a escola, mas se tiver que ficar à tarde para estudar ou ir ao estágio, não tem direito ao passe livre à noite ou nos finais de semana. Nesses dias ele tem que pagar a passagem integral.

Outra questão é que ao se cadastrar para o benefício, você tem que preencher as linhas de ônibus que vai utilizar (no máximo 5) e assim perde o direito da meia-passagem (temos 50 passagens por mês para comprar). Dessa forma, são tantas situações que você não pode usar o passe livre (que parece mais um passe limitado) que vale mais a pena continuar pagando a meia passagem.

O último argumento é que somente os alunos da rede pública (ensino médio e técnico) estadual e federal podem se cadastrar, sendo num máximo 14 mil vagas. Considerando que são mais de 70 mil alunos da rede pública da Grande Vitória, é muito limitado.

“O ideal é que o transporte público fosse gratuito”. Então faz isso, Kassab!

January 02, 2010 por: admin categoria: áudios, entrevistas

Ouça curiosa entrevista de Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, cedida a Rádio Jovem Pan, no dia 31 de dezembro de 2009.

Nas palavras do site da Rádio:

“Sobre o grande problema da capital paulista – o trânsito – Kassab foi enfático em afirmar que a Prefeitura tem investido muito no setor dos transportes, desde a melhoria e renovação das frotas de ônibus, aumento de corredores de transporte público até o recapeamento das principais vias. O prefeito de São Paulo ressaltou os avanços no trânsito da cidade, que deve melhorar com a conclusão do trecho sul do Rodoanel e reforma das marginais.

Gilberto Kassab também revelou um projeto de modelo único de gestão do processo de bilhetagem entre o Estado e as prefeituras por conta da integração dos transportes coletivos. O ideal, de acordo com ele, é que o transporte público fosse gratuito, mas que a Prefeitura luta para dar ao paulistano uma tarifa cada vez mais acessível. “A perspectiva de melhora de transporte público é real, é efetiva. Investimentos estão acontecendo, trazendo uma melhora sensível na qualidade do transporte”, comemorou. (more…)

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