Documentário sobre o transporte coletivo em Feira de Santana, Bahia, 2011
Mais informações: http://revoltabuzufsa.blogspot.com/
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por Manolo
É que os adversários da gente – me incluo neste “nós” porque estamos do mesmo lado – são muito mais fortes e organizados que nós, e precisamos saber agir para não desperdiçar nossas energias.
Tenho certeza que vai soar absurdo o que vou dizer aos jovens soteropolitanos que se mobilizaram para barrar o aumento de tarifas de ônibus autorizado pela Prefeitura para o dia 1º de janeiro deste ano. Mas não tem jeito, tenho que dizer, senão engasgo. É simples: seus protestos já fazem parte do roteiro. Tanto a Prefeitura quanto o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (SETPS) já esperavam que vocês se mexessem – e já os estão neutralizando, porque é o que está previsto no roteiro. E em geral se a passagem não for reduzida em uma semana, vocês se cansam e voltam para casa, desiludidos por terem perdido mais uma – e assim se fecha o ciclo aumento-protesto-aceitação, que começará novamente em um ou dois anos. (more…)
por Jason Kambitsis
Muitas coisas vêm à mente quando se pensa em mobilidade: tráfego, congestionamentos, transporte coletivo, o custo dos combustíveis, para citar apenas poucos exemplos. Pode-se pensar também na economia, planejamento urbano e no meio ambiente. No entanto, um aspecto é comumente ignorado: direitos civis.
A Leadership Conference on Civil and Human Rights – uma coalizão de organizações estadunidenses de defesa de direitos civis e humanos – estabeleceu o transporte com um direito civil no relatório Para onde devemos ir: roteiro dos direitos civis para a equidade no transporte. (more…)
por Renan Fonseca
A partir de domingo os passageiros de transporte público de Mauá pagam tarifa mais cara. Dos atuais R$ 2,50, a Prefeitura autorizou o aumento para R$ 2,90. A justificativa é que o último reajuste foi concedido em dezembro de 2008. (more…)
Programa Conversas Cruzadas, da TV Com, debate a crise da mobilidade urbana e a gestão do transporte coletivo com a presença de Lúcio Gregori (ex-secretário de Transporte de São Paulo e co-autor do Projeto Tarifa Zero), Angela Albino (deputada estadual de Santa Catarina), Marcelo Pomar (militante do Movimento Passe Livre) e João Batista Nunes (secretário de Transporte de Florianópolis). Este debate ocorre em consequência do seminário Marco regulatório e novos modais de transporte de massa em Florianópolis e região, realizado em 30 de junho na Assembléia Legislativa de Santa Catarina.
por João Alexandre Peschanski
A criação de um sistema de transporte público gratuito universal no capitalismo soa como uma fantasia inatingível. Tal sistema, à primeira vista, seria economicamente ineficiente, na medida em que oneraria demais o Estado.
Mas, do ponto de vista econômico, criar um sistema de transporte público gratuito é vantajoso para o Estado. Uma sociedade que depende de automóveis individuais como meio de transporte principal tem custos sociais e ecológicos elevados. É preciso levar em conta esses custos no cálculo da eficiência de qualquer sistema de transporte.
Uma sociedade dependente de automóveis individuais tem altos níveis de poluição — muito mais do que teria se o principal meio de transporte fosse coletivo. A contaminação do ar leva a doenças respiratórias e, consequentemente, gastos médicos, para o cidadão e o Estado. Na medida em que tais doenças respiratórias incapacitam os membros de uma sociedade levam a uma possível desaceleração econômica — trabalhadores sem saúde não produzem no mesmo nível do que trabalhadores com saúde. Há outros gastos relacionados ao uso do automóvel em massa, como a manutenção de uma rede de fiscais de trânsito, fundamental para organizar cidades com tráfego intenso, e o tempo — produtivo — perdido em engarrafamentos. Quem paga a conta pelo trânsito são, de novo, o cidadão e o Estado. (more…)
por Fábio Brüggemann
Seminários, congressos, debates e artigos têm refletido, com maior ou menor profundidade, um dilema das cidades maiores: até quando o “poder” andar de automóvel pode se sobrepor ao “direito” de ir e vir da maioria? Quase sempre, chega-se à conclusão de que não há mais sentido o uso intensivo de veículos pessoais nos grandes centros. Uma pesquisa empírica feita em plena Avenida Paulista, em São Paulo, planejou uma espécie de corrida maluca entre um carro e um pedestre. Ambos percorreram todo o seu trajeto num horário crítico, e o automóvel chegou apenas cinco minutos antes do pedestre. (more…)
por Juciara Conceição de Freitas Assunção e Maria Cristina Cavalcanti Araújo
Para a população residente nas áreas periféricas da cidade cabe se deslocar para o centro de produção da cidade através de transporte coletivo, que, apesar de ser considerado como serviço público, tem que ser pago por aqueles que dele necessita.
RESUMO
Este trabalho tem como tema o fenômeno da mobilidade urbana e sua importância para a inclusão social na sociedade contemporânea. Tem como referência de análise a localidade de Cidade Praia, situada no bairro Lagoa Azul, Natal – RN. (more…)
Novidade começou a ser testada em coletivos das zonas Sul e Leste.
Segundo a Prefeitura da capital, demora no embarque caiu 45%.
Dezenove ônibus estão circulando pela capital paulista com duas catracas cada um. A novidade está sendo testada nas zona Sul e Leste. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a demora no embarque caiu 45% nesses veículos.
Uma das catracas é exclusiva para quem usa o Bilhete Único. As empresas não são obrigadas a implantar o novo modelo, mas a SPTrans afirma que a maioria se interessou pela ideia. Com as duas catracas, os ônibus perdem menos tempo parados nos ponto, o que significa redução de despesas. (more…)

Por Passa Palavra (publicado em 19 de Maio de 2010)
Os usuários lidam de variadas maneiras com o custo do transporte, e a algumas o poder público insiste em chamar de fraudes. Esta subversão diária feita pelo usuários tem a mesma razão que a luta do Movimento Passe Livre e da população que toma as ruas novamente em Florianópolis. (more…)