Amigos, amigos, negócios à parte. Ou, amigos, amigos e negócios sobretudo

Vejo as dúvidas e perguntas de André Caon Lima sobre tarifa zero em Hasselt e os comentários de Affonso ao texto do Xavier “Ônibus aumentarão em 2010 – Pra Quê?”.

Como disse em vários encontros com o pessoal do MPL, sempre que se fala em tarifa zero devemos nos preparar para receber uma coleção de frases feitas, ou ditos chamados de populares, para questionar, contestar ou mesmo desqualificar a proposta.

Almoço de graça não existe e queijo de graça só na ratoeira, o que você dá é o que você recebe (citado como what you give is what you get), foram apresentados nesses questionamentos.  Eu acrescentaria, por exemplo, o que é de graça não se valoriza; se é ruim pago, imagina de graça e tantos outros ditos que vão na mesma direção.

Na realidade esses ditos, resumem um pensamento fundamentado numa determinada forma de organização econômico-social. E são difundidos de geração em geração para ajudar a cimentar esse modo de sociedade.

No fundo esses ditos escondem frequentemente, uma total ausência de solidariedade.

Por isso, Paul Singer, que citei anteriormente, ao falar do programa de economia solidária propõe o amigos, amigos, e negócios sobretudo, do título acima, para sintetizar a proposta do programa, mostrando o quanto ele não é descolado da realidade e da importância dos negócios. Só que num outro modo de sociedade.

Não consigo, porém, falar dessas coisas com muita seriedade, dado o seu humorismo intrínseco.

Eu diria ao Affonso que se um dia passar fome (o que não lhe desejo em hipótese alguma) e alguém lhe oferecer um sanduíche de queijo será uma pena, pois a seguir o seu próprio raciocínio… morrerá de fome!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *