Entrevista com Bruno Pere, autor do trabalho “Todo vagão tem um pouco de navio negreiro”

Tempos atrás postei uma matéria da Folha de S.Paulo sobre censura a trabalhos de dois grafiteiros de São Paulo nos muros de uma futura estação de metrô. Foram cobertas por tinta verde e, depois da exposição negativa que o caso trouxe à Companhia do Metrô, foram refeitas.  Um dos trabalhos, de Bruno Pere, paulistano de 27 anos, chamou a atenção pela pertinência tanto da imagem quanto da frase que a acompanhava: “Todo vagão tem um pouco de navio negreiro”.  Não poderia ter acertado mais, já que, passados 500 anos, o transporte coletivo ainda é visto como uma forma de transportar mão de obra de um lugar a outro. Nada de direito, inclusive no novo Plano de Mobilidade Urbana do Governo Dilma. Mas esse papo fica pra depois.

Fiz uma conversa com o Bruno sobre este caso, mas também sobre a cena de grafiteiros, linguagens, comunicação e transporte coletivo. Por coincidência, a conversa rolou dentro do Metrô.

Ouça:

Baixe o arquivo aqui.

Flickr do Bruno http://www.flickr.com/bpere

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