“O direito de ter direitos foi uma conquista árdua da humanidade”* ou A triste história de como o poder público dá regalias aos que tripudiam do direito ao transporte público na cidade de Pouso Alegre. E dia 20, 17 horas, em frente à Catedral, o povo responde a esta provocação novamente!

Por Coletivo Pouso Alegre
Um pensador muito mais sagaz do que os do nosso tempo cravou: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. Nenhuma ideia seria mais poderosa pra expressar o horror diante do possível aumento da tarifa do transporte público, em Pouso Alegre, no apagar das luzes do entre-festas de fim de ano, e as manobras de bastidores articuladas entre Poder Executivo (prefeito Agnaldo Perugini, o autoproclamado “melhor prefeito da história da cidade”) e o Poder Legislativo (vereadores).

Pra se entender a “farsa” que se anuncia, contextualizemos.

Segundo o atual contrato vigente de concessão do serviço de transportes públicos (lembrando um garoto durante a ocupação da Câmara: se é público e pagamos impostos, porque pagar ao passar pela catraca do ônibus?), em dezembro viria um novo reajuste da tarifa, observada a inflação do período, aumento da gasolina e outros fatores contratuais. Continue reading ““O direito de ter direitos foi uma conquista árdua da humanidade”* ou A triste história de como o poder público dá regalias aos que tripudiam do direito ao transporte público na cidade de Pouso Alegre. E dia 20, 17 horas, em frente à Catedral, o povo responde a esta provocação novamente!”

Divida Interna , Tarifa Zero e Inflação

Leio no Estadão de 01/012/2013 , pg 9 do caderno Economia, artigo de Amir Khair sobre taxa de juros aumentada pelo COPOM no dia 27/11

Nele somos informados que:  “a divida liquida interna do governo federal e Bco Central, BC, passou de R$32,2 bilhões ( 6,16% do PIB) no inicio do governo FHC ( no final de FHC chegou a cerca 55% do PIB)  para R$1,8 trilhão (38,49% do PIB) ao final de setembro deste ano. Neste período o  governo pagou  R$1,761 trilhão de amortização dessa dívida, que mesmo assim não parou de crescer”.

Fiz contas simples, só para ter ideia de grandezas comparativas e , como só penso “naquilo”, em relação à Tarifa Zero.Você que pensa em outras coisas , pode fazer as suas contas.

Daria para termos  1,761trilhão/6bilhões= 293,5 anos  de tarifa zero! nos ônibus municipais de S.Paulo, sem aumento de demanda e considerando corretos os custos atuais

Com 60% de aumento de demanda e, consequentemente menor custo estimado  por passageiro teríamos, digamos, 1,761/9,6= 183 anos de tarifa zero!

Fiquei me perguntando, afinal quem são os vândalos desse país?

Mas tem mais.

Como o item Transportes  entra com 20,54% na composição do IPCA, se esse custo for “zerado” com a Tarifa Zero, teríamos uma redução de até 1,34% na inflação, considerando o teto da meta, de 6,5%

Ora como a SELIC aumenta supostamente para controlar a inflação, conclui-se que a Tarifa Zero baixa  a inflação e diminui os gastos com a divida interna em cerca de 10 bi para cada 0,5% de não aumento da SELIC.

Nos últimos doze meses em 5,84% , o índice de inflação baixaria para 4,64%  quase  o centro da meta , que é de 4,5%.

De qualquer forma ,no médio prazo,  teríamos um jogo de soma “zero” (para melhor): os patamares da dívida pública, da Selic, da inflação, do custo de vida para os setores trabalhadores, cairiam de forma virtuosa mais que compensando as despesas dos entes federativos na cobertura dos custos tarifários, conforme diz o socioeconomista Idalvo Toscano.

Em outras palavras , a Tarifa Zero também pode ser  antiinflacionária.

E depois vêm dizer que não tem dinheiro pra tarifa zero ou que  “ou paga o usuário ou o contribuinte”?

E viva a PEC 90, Transportes Como Direito Social , aprovada em dois turnos na Câmara Federal e já encaminhada ao Senado  Agora é pressionar os Senadores!

Por isso tudo mais do que nunca é preciso gritar alto e bom som:

PEC 90 já!

Xô Dívida, Xô Tarifa, Xô Catraca!