Agora iremos para onde quisermos, quando quisermos e com quem quisermos

Antes de conquistarmos essa coisa louca que é a tarifa zero, cada um e cada uma de nós era forçado pelo sistema do tédio e da exploração na vida urbana à apenas esta série de passagens obrigatórias: o transporte para a escola ou o trabalho, a deprimente caminhada da tarde rumo aos lugares de consumo, em que se consome aquela mercadoria de massa que é o tempo livre.

A própria existência era assim vivida em espaços fechados, predefinida pelos próprios espaços. E não existia a possibilidade, dentro da sua utilização “convencional”, de sair do esquema já definido. Catracas. Abstratas, mesmo sendo concretas. Agora iremos para onde quisermos, quando quisermos e com quem quisermos.

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