Tijucas do Sul, no Paraná, terá tarifa zero no transporte coletivo

por Rodrigo Batista

Decisão foi aprovada pela Câmara de Vereadores do município. Na atual concessão, usuários pagam de R$ 3,50 a R$ 5 na tarifa

Enquanto Curitiba e as grandes cidades da Região Metropolitana continuam em meio a discussões sobre o valor da tarifa de ônibus e a qualidade do transporte coletivo, o município de Tijucas do Sul, a cerca de 50 quilômetros da capital, vai implantar tarifa zero no transporte público a partir de dezembro deste ano. A decisão foi aprovada pela Câmara dos Vereadores e será colocada em prática pela prefeitura assim que terminar a atual concessão das linhas urbanas. Continue reading “Tijucas do Sul, no Paraná, terá tarifa zero no transporte coletivo”

Tarifa zero e o nonsense

Outro dia desses tropecei numa matéria com declarações do secretário de Transporte de São Paulo, Jilmar Tatto (aqui: http://viatrolebus.com.br/2015/10/tatto-fala-sobre-tarifa-zero-e-subsidio-ao-transporte-publico/). Entre os assuntos, a tarifa zero. Não estão lá as perguntas, nem muito de contexto, apenas algumas breves declarações do secretário. Melhor seria se as perguntas estivessem lá, mas é crível que estas tenham sido as falas do secretário, coerentes com outras declarações ao longo dos anos. Me parece, como sempre, que entram em cena desculpas que operam na superfície para impedir que os motivos mais profundos sejam revelados. Motivos que passam pelo bom andamento dos negócios dos parceiros e também pelo receio do significado que poderia ter na vida dos mais pobres e na vida política caso estes conquistassem o direito de realmente se deslocarem livremente nas cidades. Fala de empresa pública como fosse dele, uma empresa pública particular da vontade do próprio defensor das empresas privadas. A secretaria suportaria que a própria população determinasse as políticas de transporte universalizado? Vejam: Continue reading “Tarifa zero e o nonsense”

[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Colocar de cabeça para cima a política de cobrança de impostos

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Sobre esta Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina

8 de agosto de 1989 – A Prefeitura publica 200 mil exemplares da cartilha O povo está cobrando — quem tem mais, paga mais! As 14 páginas da publicação, inteiramente ilustradas e em linguagem popular, abordam o projeto de reforma tributária com o qual a administração municipal visa arrecadar recursos e promover justiça social. Diz a cartilha:

“O atual sistema de impostos municipais na cidade de São Paulo é bastante injusto. Proprietários de numerosas e grandes residências, escritórios, fábricas etc., pagam impostos sobre valores que já estão inteiramente superados. Outros guardam seus terrenos vazios e ociosos apenas para fazer especulação imobiliária. Numerosos serviços e negócios pagam impostos insignificantes. E há, ainda, os que conseguiram algum tipo de isenção para não pagar imposto nenhum. Enquanto isso, grande parte da população trabalhadora de baixa renda não tem qualquer desses privilégios e tem de pagar imposto. Continue reading “[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Colocar de cabeça para cima a política de cobrança de impostos”

[Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina] Gás natural nos ônibus da empresa pública

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Sobre esta Cronologia das políticas de transporte no governo Erundina

3 de agosto de 1989 – Luiza Erundina assina convênio com a Petrobrás, para fornecimento de gás natural aos ônibus da CMTC. Enquanto não ficar pronto o posto de abastecimento do município, o gás chegará em carretas vindas de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O ônibus a gás quase não polui. Os veículos a óleo diesel, adaptados para consumir gás, reduzem em 65% a emissão de fuligem na atmosfera, e em 100% a de enxofre. O custo de manutenção de ônibus a gás é menor, já que sua combustão – mais completa –  proporciona maior rendimento e aumenta a vida útil do motor.