Por uma vida sem catracas: uma análise dos vínculos e relações entre a juventude contestadora contemporânea e a cidade

por Yuri Gama

No período entre meados de 1999 e junho de 2011, Florianópolis foi palco de diversas manifestações juvenis pelo passe livre estudantil e protestos populares contra os aumentos de tarifas do transporte coletivo, principalmente no que ficou publicamente conhecido como as Revoltas das Catracas, nos anos de 2004 e 2005. Tendo em vista a participação de uma juventude contestadora organizada nas ações coletivas e no aprofundamento e disseminação do debate sobre mobilidade urbana, através da formulação de propostas de transformações sociais, este trabalho tem como objetivo compreender as relações e vínculos que essa juventude estabelece com a cidade. Com base no material coletado, procuramos caracterizar quem são esses jovens protagonistas, analisando como eles definem e dão sentido à participação política coletiva na cidade; às concepções de cidade e cidade ideal; identificando e analisando a concepção deles de direito à cidade; e identificando as questões sócio-históricas na cidade de Florianópolis que acabaram resultando nas contínuas manifestações de contestação.

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Pelo direito de ir e vir na cidade: mobilidade urbana e inclusão social em Cidade Praia – Natal/RN

por Juciara Conceição de Freitas Assunção e Maria Cristina Cavalcanti Araújo

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Para a população residente  nas áreas periféricas da cidade cabe se deslocar para o centro de produção da cidade  através de transporte coletivo, que, apesar de ser considerado como serviço público, tem  que ser pago por aqueles que dele necessita.

RESUMO
Este trabalho tem como tema o fenômeno da mobilidade urbana e sua importância para a inclusão social na sociedade contemporânea. Tem como referência de análise a localidade de Cidade Praia, situada no bairro Lagoa Azul, Natal – RN. Continue reading “Pelo direito de ir e vir na cidade: mobilidade urbana e inclusão social em Cidade Praia – Natal/RN”

Três reais é roubo!

Áudio-documentário sobre a luta contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo em 2011, por Thais Carrança

 

(foto por Luiza Mandetta)

No dia 5 de janeiro de 2011, por decisão do prefeito Gilberto Kassab, o preço da passagem dos ônibus municipais de São Paulo subiu de R$ 2,70 para R$ 3. Durante mais de três meses, toda quinta-feira, milhares de pessoas foram às ruas dizer ‘não’ ao aumento da tarifa.

Três reais é roubo! procura ser um registro desta história. Trata-se de um documento sonoro feito a partir de gravações realizadas durante as manifestações contra o aumento, de entrevistas posteriores e de trechos de matérias jornalísticas de veículos diversos.

Para download em mp3

Cronologia da luta contra o aumento da tarifa em São Paulo em 2011 Continue reading “Três reais é roubo!”

O programa Tarifa Zero no transporte coletivo de Curitiba

por Diego Augusto Diehl

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A explosão do número de automóveis nas grandes cidades brasileiras, associada à exígua mobilidade urbana, por parte das classes subalternas, faz com que novas políticas de circulação e de acesso à cidade venham sendo reivindicadas, também pelas classes abastadas, mas, principalmente, pelo proletariado urbano. Essas reivindicações vêm ganhando maior força, nos últimos anos, devido ao aumento da segregação urbana, que é uma característica inerente ao desenvolvimento das cidades capitalistas, e que, na fase atual de financeirização da economia, tornou o bem-estar da população dispensável, em prol da captação de recursos a partir do chamado “marketing urbano”. A medida de maior radicalidade, reivindicada atualmente pelos movimentos populares urbanos, no que tange ao acesso à cidade, é a implantação do programa Tarifa Zero. A partir do estudo de caso de Curitiba, considerada, supostamente, como modelo de sistema eficiente de transporte coletivo, analisa-se a configuração jurídica da prestação e da remuneração do serviço, tal como ocorre atualmente, bem como as medidas administrativas e tributárias necessárias para a implantação do programa, de forma a contemplar o interesse público e os valores inscritos na Constituição Federal. A implantação do programa é apontada, afinal de contas, como uma medida de caráter tático, que visa alcançar seu objetivo maior, o direito à cidade, que apenas será possível a partir da superação da cidade capitalista, e, conseqüentemente, da segregação e da mercantilização do solo, que são efeitos decorrentes da propriedade privada, garantida e tutelada pelo ordenamento jurídico vigente.

Movimento Passe Livre de Florianópolis e o enfrentamento do Estado neo-liberal: algumas considerações

Alessandro Theodoro Cassoli

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Artigo apresentado como trabalho de conclusão da disciplina Tópicos especiais: Movimentos Sociais – para uma abordagem pós-colonial, ministrada pela Profª. Dra. Ilse Scherer-Warren, dentro do programa de Mestrado em Sociologia Política da Universidade de Santa Catarina (UFSC), no primeiro semestre de 2010.

 

 

O presente trabalho é um exercício inicial de análise, à luz de algumas teorias atuais sobre
movimentos sociais, do contexto político que permeia o Movimento Passe Livre de Florianópolis
(MPL-F), com especial atenção às suas atividades desenvolvidas no primeiro semestre de 2010, em
uma série de protestos contra o aumento das tarifas de transporte. Encontram se destacados neste
trabalho certos detalhes do conflito entre o Movimento, o Estado e as empresas de transporte

Movimentos em movimento: uma visão comparativa de dois movimentos sociais juvenis no Brasil e Estados Unidos.

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por Adriana Coelho Saraiva

Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados sobre as Américas, no Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas da Universidade de Brasília.

Esta tese está centrada na observação e compreensão de movimentos sociais juvenis urbanos da contemporaneidade que adotam uma perspectiva radical de luta social. Para isso, apoiou-se em uma pesquisa etnográfica sobre o Movimento Passe Livre–DF – um movimento que foca sua luta na questão dos transportes e na concepção do direito à cidade – comparando-o com o movimento estadunidense Baltimore Algebra Project, um ‘programa- movimento’, concebido por um ex-ativista da luta por direitos civis, voltado para a educação pública de qualidade e com foco na questão identitária negra. Continue reading “Movimentos em movimento: uma visão comparativa de dois movimentos sociais juvenis no Brasil e Estados Unidos.”