Aumento de tarifa cancelado em Belo Horizonte

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Mais uma vitória! Viva a luta da população, do Tarifa Zero BH e doMovimento Passe Livre – BH! Na torcida para que este importante passo inspire a luta que deverá seguir. Empresários e seus defensores no governo certamente não tardarão em responder este revés.

Justiça cancela aumento de passagens de ônibus em Belo Horizonte

por Bárbara Ferreira

O reajuste de 9,7% havia sido autorizado pela prefeitura no início de agosto, a partir de um pedido do Setra

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A tarifa como controle social e o racismo neoliberal

por Movimento Passe Livre Rio de Janeiro

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Polícia Militar já declarou que vai aumentar seu efetivo de agentes para supostamente conter os arrastões nas praias na Zona Sul do Rio de Janeiro. Na prática, a tal OPERAÇÃO VERÃO tem como meta promover revistas e coação nos ônibus vindos da Zona Norte, principalmente das favelas do Jacarezinho e do Complexo do Alemão. Não por coincidência, os principais alvos dela são os usuários negros desse transporte coletivo. E isso tem ocorrido não só no município do Rio, mas em outras cidades do Estado do RJ. Continue reading “A tarifa como controle social e o racismo neoliberal”

A hora de se inspirar nos jovens e virar gente grande

Trecho do texto “Vamos precisar de um balde maior”, de Eliane Brum:

“Agora que as figuras paternas e maternas ruíram – e a gente tem certeza disso quando, diante da catástrofe em curso, elas mandam rezar para um Pai maior ou invocam São Pedro – seria uma boa hora para virar gente grande. E recuperar a amplidão da política, como nos lembraram os manifestantes de 2013. E continua a nos lembrar o Movimento Passe Livre em 2015, com os protestos pela tarifa zero. Precisamos ser eternamente gratos a esses jovens tão jovens, porque têm sido eles os verdadeiros adultos, no sentido de apontar que o rei está nu (e perdido) e somos nós que temos de assumir a responsabilidade de pensar a cidade. Cada vez que eles vão para as ruas contra o aumento da tarifa do transporte público, o que fazem é uma denúncia profunda do modelo desastroso de ocupação urbana e da opção criminosa pelo transporte privado e individual. Lembram-nos de que, sem a liberdade de ir e vir, não somos nada além de coisas. São eles que se movem diante da paralisia alienada dos mais velhos – e a experiência de literalmente se mover nas manifestações, por ruas de uma cidade que não se move, é de uma enorme força simbólica.”

[Floripa] Faixa exclusiva

Três dias após o 3º Ato Contra o Aumento da Tarifa, no qual manifestantes ocuparam a Avenida Beira Mar Norte e lá pintaram uma faixa exclusiva para ônibus, a prefeitura de Florianópolis anunciou um programa de obras “para melhorar a mobilidade urbana na cidade”. Com um custo total de R$ 750 milhões, o pacote inclui a construção de 17 quilômetros de faixa exclusiva para ônibus, que irá demorar três anos para sua conclusão.

Segundo o prefeito, essa será “a maior intervenção já feita na história do transporte coletivo de Florianópolis”. Enquanto isso, o Movimento Passe Livre Floripa e a Frente de Luta pelo Transporte fizeram, em menos de um dia, 2 quilômetros de faixa exclusiva para ônibus, gastando menos de R$ 100,00 e usando seus próprios recursos. Quem são os verdadeiros vândalos?

Veja aqui um vídeo do Ato e da pintura da faixa exclusiva.

Subsidiar a tarifa nos transportes públicos urbanos. Questão de governo ou de gerenciamento?

por Lúcio Gregori (publicado ontem no UOL)

O governo recentemente anunciou aumentos da Cide e do PIS/Cofins da gasolina, do IOF em empréstimos e financiamentos para pessoa física, ajustes em benefícios – como seguro desemprego -, e aumento na taxa de juros (de 11,75% para 12,5 %).

Com essas medidas, o ministro da Fazenda diz ser necessário cortar subsídios. Convém lembrar que há subsídios e subsídios, como diria o conselheiro Acácio, personagem de “O Primo Basílio”, de Eça de Queiróz. De quais subsídios fala Joaquim Levy?

Em Davos, ele declarou que “a maioria das pessoas no Brasil está preparada para pagar por serviços”, tendo acrescentado: “as manifestações de 2013 pediam um governo melhor, e não um governo maior”.

Será que o ministro entendeu mesmo a voz das ruas? Por que os bancos, os milionários, as altas rendas, as grandes fortunas, as heranças volumosas, os iates e os jatinhos não sofrerão ajuste tributário? Continue reading “Subsidiar a tarifa nos transportes públicos urbanos. Questão de governo ou de gerenciamento?”

Aula pública no Anhangabaú: Tarifa Zero já!

por Movimento Passe Livre São Paulo

Um dia antes de entrar em vigor a nova tarifa de R$3,50, decretada por Haddad e Alckmin, centenas de pessoas se reuniram para participar de uma aula pública sobre transportes no centro da cidade. O evento, marcado para em frente à Prefeitura, mudou para debaixo do Viaduto do Chá devido à chuva.

Esteve presente Lúcio Gregori, engenheiro que foi Secretário de Transportes de São Paulo no início dos anos 1990 e trabalhou, na época, na elaboração de um projeto de Tarifa Zero e municipalização dos ônibus da capital. A Tarifa Zero se mostrou perfeitamente viável do ponto de vista técnico e econômico, mas não foi implementada por falta de vontade político. Continue reading “Aula pública no Anhangabaú: Tarifa Zero já!”

Sucinto



Em menos de um minuto o Khaled, do MPL Floripa, resumiu muitas das questões centrais em jogo nessa caminhada rumo à tarifa zero. Uma entrevista atemporal, pelo menos até conquistarmos o novo modelo de transporte voltado para a vida da população e não para os negócios.

Dois anos depois: afinal, era por vinte centavos?

por Pablo Ortellado, para El País

Escrevemos a narrativa que constitui o cerne deste livro durante o mês de julho de 2013, poucas semanas após o auge dos protestos de junho. Embora, à época, muitos tenham julgado que não teríamos “distanciamento histórico” para um balanço fundamentado, continuo achando, dois anos depois, que fizemos um bom trabalho e que muitas das informações e percepções que recuperamos e registramos, no calor dos acontecimentos, dificilmente seriam acessíveis muito tempo depois.

A nossa principal motivação para escrever o livro não era apenas analisar de uma perspectiva política a luta contra o aumento, mas intervir e disputar, desde o princípio, a historiografia sobre “as manifestações”. Continue reading “Dois anos depois: afinal, era por vinte centavos?”

Vou responder para a SPTrans sim. Para o prefeito Fernando Haddad também

por Graziela Kunsch

Ontem, dia 14 de janeiro, recebi um email da SPTrans que tinha como remetente “Não responda” (no lugar onde aparece o nome de quem envia o email) e “[email protected]” como endereço de email. O texto do email era assinado pelo secretário municipal de Transporte de São Paulo, Jilmar Tatto, e defendia o uso do bilhete mensal, argumentando que ele é mais barato que o bilhete único comum. O que o secretário esqueceu de mencionar nesse email é que o bilhete mensal só ficou “mais barato” porque a prefeitura e o governo do estado aumentaram as tarifas nos ônibus, trens e no metrô em 50 centavos e deixaram o bilhete mensal – que tinha apenas 1% de adesão da população – congelado. Como resumiu o professor de políticas públicas Pablo Ortellado, “Bilhete mensal: antes era caro, agora ficou barato. Mas é o mesmo preço. Entendeu?”. Daniel Guimarães, aqui do TarifaZero.org, comparou a “promoção” do bilhete mensal com os preços da Black Friday no Brasil: “Tudo pela metade do dobro”. Também é divertido ler as respostas que o twitter do prefeito recebeu no dia 9. Enquanto acontecia o primeiro grande ato contra a tarifa, no centro da cidade, com aproximadamente 20 mil pessoas nas ruas, o prefeito comemorava um suposto aumento de 1.000% de adesão ao bilhete único. Por que será, né, prefeito?

Mas a minha maior motivação para escrever este pequeno texto foi a entrevista que Fernando Haddad deu para Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo. Não poderia deixar de comentá-la e respondê-la. Continue reading “Vou responder para a SPTrans sim. Para o prefeito Fernando Haddad também”

Subsídios para transportes coletivos e Tarifa Zero, uma disputa política

por Lúcio Gregori

No primeiro semestre de 2013, as chamadas Jornadas de Junho tiveram como grande motivação o reajuste das tarifas dos transportes coletivos, e conseguiram uma vitória concreta ao derrubar o aumento da passagem. Ruins, superlotados, caros e tidos como um “problema para técnicos resolverem”, os transportes coletivos foram colocados pela voz das ruas no seu devido lugar, ou seja, no território da disputa política por recursos do Estado. Fez-se democracia direta de verdade, sem que a população precisasse de instrumentos legais e institucionais para exercê-la. Uma lição de cidadania e política para aqueles que se julgam os únicos intérpretes das reivindicações populares.

Passado ano e meio, não aconteceu nenhuma mudança estrutural na questão do subsídio às tarifas de transporte coletivo no país como um todo. Nem o transporte foi transformado em direito social, para o que basta o presidente do Senado colocar em votação a PEC 74 , que já possui todos os pareceres favoráveis das comissões e porque a PEC 90 de mesmo conteúdo, já foi foi aprovada na Câmara Federal. É claro, que a maioria dos senadores precisa votar a favor.Se houver um mínimo de divulgação , acredito que tal aprovação ocorrerá, pois haverá forte pressão social para tanto. Continue reading “Subsídios para transportes coletivos e Tarifa Zero, uma disputa política”