[Distrito Federal] Manifestação quarta-feira: tarifa zero vai virar realidade

Chamado do Movimento Passe Livre DF:

Tarifa zero – Não importa o preço da tarifa, ela sempre vai excluir alguém
Transporte 24 horas – A cidade é viva a todos os momentos! Todas as pessoas têm o direito de circular por ela a hora que quiserem. E os trabalhadores noturnos não podem mais ter que dormir na rua por falta de transporte!

Quarta-feira, 19. Concentração a partir das 17H. Venham em grupo.

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Transporte e a tal da conjuntura…

Tem uma piada besta, mas comum, na atual juventude militante. É com a tal da conjuntura: sempre que alguém busca fazer alguma análise um tanto mais aprofundada, ou mesmo fala com algum linguajar que remeta às formas tradicionais de luta política – as das gerações imediatamente passadas – surgem piadas sugerindo anacronismo de atuação, falta de um certo ar meio blasé meio descolado supostamente necessário aos novos tempos. Pobre da palavra conjuntura, que não existe pra nada além dos meios políticos. Ela é muito ranzinza pros dias de hoje! Às vezes até tento fugir, mas ela sempre me acaba sendo necessária. Quer um exemplo?

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Fórum: Transporte público de qualidade no DF só daqui a cinco anos

por Larissa Santiago

veja a entrevista de Paique, do MPL DF e do TarifaZero.org, defendendo a tarifa zero: http://www.clicabrasilia.com.br/site/clicatv.php?visualizar=ok&idvideo=3820

O Fórum Transporte Público de Qualidade é a Solução, promovido pelo Jornal de Brasília, ocorreu na manhã desta quarta-feira e recebeu diversas autoridades para discutir a real situação do transporte público do Distrito Federal e apresentar soluções para os problemas.

 

No primeiro painel participaram o diretor geral do DFtrans, Marco Antônio Campanella , o diretor técnico do Metrô, Luiz Gonzaga, o presidente da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do DF, Vidal Guerra, o representante do movimento Passe Livre, Paique, o professor da UnB, Raphael Matos. Continue reading “Fórum: Transporte público de qualidade no DF só daqui a cinco anos”

[DF] Na última década, governo incentivou o uso de carros

por Saulo Araújo

Madrugada de quinta-feira última no terminal rodoviário de Ceilândia Norte. O relógio marca 5h15 e a estoquista Edilene Rodrigues Monteiro, 28 anos, já espera o ônibus que a levará para o trabalho, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Na bolsa, ela carrega um sapato para usar quando estiver no serviço. É que, de casa até o ponto, a trabalhadora anda cerca de 15 minutos por uma via não pavimentada do Setor O. O coletivo deixa a garagem às 5h30. Edilene embarca e inicia seu calvário diário. Por sorte, ainda consegue um assento no coletivo, que sai praticamente cheio. Cinco paradas depois, todos os espaços do veículo são ocupados. Até as escadas e a área sobre o motor do ônibus são tomadas por passageiros. Edilene consegue chegar ao seu destino uma hora e meia depois e, no fim do dia, leva o mesmo tempo na volta para casa. Considerando sua jornada de segunda a sexta-feira, a estoquista passa 15 horas por semana dentro de uma condução barulhenta e desconfortável. No ano, são cerca de 30 dias. Continue reading “[DF] Na última década, governo incentivou o uso de carros”

[DF] Passe livre garantido para 165 mil estudantes

por Jean Marcio Soares

Em reunião na tarde do dia 2 com representantes do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFtrans), o governador Agnelo Queiroz garantiu o passe livre para  165 mil estudantes do DF. Com a ação, o GDF gastará em torno de R$ 22 milhões por ano, o que representa um terço do valor total dos passes. A diferença quem arcará serão as empresas de transporte público. Mediante o acordo firmado ontem, o GDF repassou R$ 3 milhões para a empresa Fácil, para a realização das recargas.

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[DF] Sem Passe Livre, alunos prometem ir às ruas

por Antonio Temóteo

A peregrinação dos estudantes à empresa Fácil Brasília Transporte Integrado, que administra o Passe Livre no Distrito Federal, continua em vão. Apesar das aulas nas escolas públicas começarem em 10 de fevereiro, os serviços de recarga e cadastramento do benefício continuam suspensos e não há previsão para que voltem a funcionar. A Secretaria de Transportes limitou-se a dizer, por meio de nota à imprensa, que tem realizado discussões para garantir, no mais breve espaço de tempo possível, a retomada do serviço para aqueles que têm direito ao passe livre. Os movimentos estudantis prometem começar hoje uma onda de protestos se o problema não for resolvido. Continue reading “[DF] Sem Passe Livre, alunos prometem ir às ruas”

No Distrito Federal, situação indefinida do passe livre compromete a volta às aulas

O trânsito pesado perto das escolas particulares é sinal que a rotina das aulas recomeçou. Os engarrafamentos são um transtorno diário para quem vai de carro para a escola. Mas nesse início de ano letivo não é só o trânsito que preocupa pais e alunos. Quem depende do Passe Livre para não pagar passagem de ônibus não está conseguindo fazer a recarga nos cartões – que foi suspensa nos postos da Fácil.

A lei que regulamenta o benefício foi alterada em julho do ano passado e transferiu para o GDF a responsabilidade de cadastrar os alunos, mas até agora o governo não decidiu como e onde isso será feito. A indefinição pegou de surpresa cerca de 800 pessoas só nesta segunda-feira (31) no posto da Fácil no Setor Comercial Sul. Continue reading “No Distrito Federal, situação indefinida do passe livre compromete a volta às aulas”

Movimentos em movimento: uma visão comparativa de dois movimentos sociais juvenis no Brasil e Estados Unidos.

Baixe aqui

por Adriana Coelho Saraiva

Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados sobre as Américas, no Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas da Universidade de Brasília.

Esta tese está centrada na observação e compreensão de movimentos sociais juvenis urbanos da contemporaneidade que adotam uma perspectiva radical de luta social. Para isso, apoiou-se em uma pesquisa etnográfica sobre o Movimento Passe Livre–DF – um movimento que foca sua luta na questão dos transportes e na concepção do direito à cidade – comparando-o com o movimento estadunidense Baltimore Algebra Project, um ‘programa- movimento’, concebido por um ex-ativista da luta por direitos civis, voltado para a educação pública de qualidade e com foco na questão identitária negra. Continue reading “Movimentos em movimento: uma visão comparativa de dois movimentos sociais juvenis no Brasil e Estados Unidos.”

A real politik da Catraca Livre

Ontem dormi na esperança de um dia de liberdade na cidade. E, em certa medida, sabia que hoje teríamos isso, dada a decisão do Sindicato dos/das Rodoviá[email protected] (SindRodô-DF) de realizar a operação Catraca Livre. Mas já sabia também que minha esperança defrontaria-se inevitavelmente com a realidade, que é um pouco mais complexa. Sigamos com uma breve análise da mobilização e do dia de hoje.

As greves rodoviárias, empresários e aumentos de tarifas


As mobilizações de trabalhadores/as rodoviários/as, em todo o Brasil, seguem um esquema de aumentos de tarifas. É uma história conhecida, onde a categoria luta por reajustes salariais, melhorias nas condições trabalhistas, e isso serve como desculpa para que donos de empresas, dada a expressão pública da falta de recursos para os transportes, pressionem um aumento tarifário que supostamente atenda às reivindicações. Assim aumenta-se um pouco o salário e muito a tarifa, favorecendo o lucro de empresários do transporte coletivo.

De forma articulada ou não, os proprietários de ônibus sabem tirar proveito de greves em suas empresas. Jogam a conta pra sociedade. Pois qual outro setor empresarial consegue tornar tão pública sua crise de recursos, ou melhor, sua necessidade de lucrar mais? Quem mais dá conta de, regularmente, nomear uma crise trabalhista como um “aumento de insumos” que justifique taxar mais seus usuários? É da crise da mobilidade urbana que os empresários fazem seu lucro crescer.

Em muitos locais do Brasil essa fórmula já é clara no imaginário popular. E foi justamente a partir de uma mobilização de rodoviárias/os no princípio de 2005 que o MPL-DF saiu definitivamente às ruas em jornada contra o aumento das tarifas, antecipando a disputa. Lançamo-nos às ruas por conhecermos bem essa contradição.

Contradição, aliás, que não diz respeito só aos empresários. Pois o sindicato dos rodoviários/as do Distrito Federal tem em sua trajetória grandes lutas e também muitas denúncias. Desde quando começamos o MPL-DF sempre ouvimos inúmeros causos de acordos entre patrões e sindicato por cima da categoria, truculência contra as oposições sindicais, personalismo/hierarquia, fraudes eleitorais e tudo aquilo que as organizações burocráticas nos oferecem. No decorrer da luta já realizamos contato com a atual diretoria (que é a mesma desde há muito), alguns grupos da oposição (que a seu devido tempo, apresentaram também seus vícios/oportunismo) e relações diretas com trabalhadores por meio de panfletagens, catracaços etc. Realizamos, inclusive, um seminário conjunto com metroviários e uma oposição rodoviária. E, de fato, a conclusão é de que a categoria tem um poder incrível que desperta os mais diversos desejos de domínio. É estratégico para o controle do Distrito Federal que esta categoria esteja devidamente domesticada.

Sobre a atual diretoria, um fato importante: na última eleição sindical da categoria (2009), sua propaganda de detratação de uma das chapas concorrentes baseava-se no fato da chapa de oposição fazer também oposição ao (ex) secretário de transportes da gestão Arruda, Roberto Fraga. A diretoria vitalícia do Sindrodô apresentava como uma de suas virtudes o apoio dado pelo secretário de transportes à sua gestão. E, eleita, ela fez um amplo processo de negociações, paralisações que findaram em um acordo de aumento salarial e de vale-refeições. O acordo ocorreu em setembro. E a Caixa de Pandora explodiu em novembro, depondo governo, secretários e algumas pessoas/coisas mais. Inclusive o acordo da categoria.

Todo esse panorama foi relatado pra que pudéssemos entender como, ao que parece, a operação “Catraca Livre” foi deflagrada: como não houve avanço desde as negociações do ano passado, a mobilização rodoviária seguiu num crescente desde o início do ano, chegando à assembléias expressivas que pressionavam pelo meio de luta constituído historicamente como vitorioso para a categoria: Greve. E, no início da semana passada, foi deflagrado um indicativo de greve para esta segunda-feira, 14 de junho. Como preparativos, operação tartaruga (ônibus lentinho quase parando) na sexta, anúncios públicos e convocação de uma assembléia para o domingo passado, 13 de junho. A Justiça se manifestou, afirmando que a greve deveria garantir 60% da frota rodando. Ou isso ou o sindicato estaria obrigado a pagar multa de 100 mil reais ao dia.

Essa pressão chegou até o novo governo, o tampão Rogério Rosso, eleito pelos/as parlamentares mensaleiros do Distrito Federal. Este iniciou um diálogo com o sindicato, que não se sabe bem em que grau está. E sinalizou, de alguma forma que também não sabemos, que há alguma saída negociável ao conflito. Resultado: na assembléia de ontem, onde a mobilização pela greve era grande, o sindicato tomou a palavra e sugeriu que, ao invés de paralisar as atividades, fosse deflagrada a operação “Catraca Livre”, onde a categoria circularia toda a frota sem cobrar passagem. A proposta, colocada em votação, foi vencedora. Mas parece que sem muito consenso nem discussão prévia, pois de imediato muitos/as anunciaram que não iriam aderir.  Enfim, avalio que a decisão da Catraca Livre foi tomada mais pelo sindicato que dirige a categoria do que pela expressão da organização e consciência da base.

O dia de Catraca Livre


E aí voltamos para o começo do dia de hoje, quando acordei. Haviamos marcado, alguns companheiros, de sair e registrar o dia de catraca livre com uma filmadora. Mas logo cedo um deles liga dizendo que não tinha catraca livre nenhuma e que todo mundo tava pagando o ônibus. Até segunda avaliação, cancelamos a correria de filmar a ‘tarifa zero na prática’. Logo na sequência, recebo a mensagem de celular vinda de um outro companheiro com quem havia marcado uma atividade para o fim da manhã. Ela era simples e clara: “Vou tentar chegar de tarde. Sem ônibus. Abrs”.

Sem sair de casa ainda, fui à busca de informações. Para descobrir que empresários dos transportes não impediram explicitamente a circulação dos veículos, mas dificultaram em alguns locais; que funcionários da viação Amaral foram coagidos a assinar um termo de compromisso sabendo das implicações (demissão) de circular passageiros sem tarifa; que alguns rodoviários não atenderam por medo; que outros só abriam a porta trazeira pra quem pedia pra andar de graça; que alguns amigos se recusaram a pagar as passagens e pularam roletas; que, ao fim da tarde, fiscais desviaram rotas de ônibus, mandaram pras garagens e impediram parte da catraca livre; que usuários fizeram um grande protesto espontâneo na rodoviária fechando uma das principais vias da cidade (eixo monumental) com fogo e quebrando dois ônibus. Que, por fim, o sindicato se reuniu ao fim da noite e, com promessa de reunião com o Sindicato das Empresas (Setransp) para terça e um dia que marcou a cidade, decidirem suspender a mobilização temporariamente.

A mídia cobriu a mobilização com linhas distintas. Enquanto uma rede de TV afirmava que a mobilização causava confusões na cidade, outra culpava a desorganização do sindicato uma vez que nem toda categoria aderiu ao protesto. Curiosamente todas, em uníssono, condenavam o possível aumento de tarifas ao fim da reportagem.

Saí de casa na metade do dia rumo ao meu compromisso. O ônibus demorou muito mais que o comum, e nesse período vi alguns cobradores chamando as pessoas a entrarem por trás, enquanto outros seguiam normalmente. Infelizmente o ônibus que eu peguei não tinha aderido à greve, e fiquei injuriado sem minha catraca livre. Nem na ida, nem na volta. Troquei algumas palavras com os motoristas e cobradores, mas nenhum deles pareceu sensibilizado ao meu dia de catraca livre. Frustração da brava!!!

Enfim…


E com essa sensação de incertezas chegamos ao fim do dia de Catraca Livre. Para nós, usuários/as ativistas da área de transportes, esse método de luta sempre foi apresentado como o mais coerente: seja pela união tácita que gera entre usuários/trabalhadores contra patrões/governos, pelo seu caráter de greve gestionária tão sonhado por nós jovens militantes libertários ou, claro, pela idéia da tarifa zero vinda de baixo. Sempre torcemos e propagandeamos esta como a mais radical e interessante alternativa de luta à categoria rodoviária.

Mas, claro, trata-se de uma categoria composta por pessoas com uma história/memória de lutas, com trajetória e ação própria. E lembra-se que há uma década, quando foi tomada essa estratégia de greve, o resultado foi negativo e uma enorme multa foi aplicada sobre o grupo. E esta estratégia surge justamente apresentada pela direção burocrática, em oposição à proposta mais conhecida e segura, que é a da greve. Por se tratar de uma tática pouco empregada e vinda de cima, obviamente ela não terá adesão total nem sucesso imediato. E pode ter adesões a cada momento, numa crescente até ser assumida pela categoria. Assim como pode ser cada vez mais rejeitada e apagada mais uma vez das possíveis ferramentas de luta à disposição.

A parte que nos cabe nesse caso é bem complicada. Pois ainda que apoiemos a idéia da catraca livre, não nos cabe apoiar um processo em que ela foi usada como ferramenta de manobra política. E, ainda que sejamos favoráveis à continuidade dessa ferramenta de ação, nossas ações devem ser no sentido de fazer com que qualquer ação de trabalhadores e trabalhadoras seja fruto de suas próprias formulações e idéias, sem imposições de cima. Pois, enfim, quem arcará com os benefícios e riscos dessa medida serão eles e elas. E segundo que agirem por meio de terceiros ataca os princípios da autonomia, horizontalidade e independência que construímnos a duras penas e tanto prezamos.

A questão central é que, ainda que por processos atropelados, uma parte significativa da categoria aderiu ao protesto da catraca livre, e isso representa que essa tática tem alguma aceitação e possibilidade de se desenvolver. Podemos manter a propaganda da idéia e avançar na discussão junto à sociedade, avançando na constituição do caldo de cultura necessário pra um desejado momento em que usuários/as e trabalhadores/as dos transportes lutem juntos/as contra o empresariado e governo.

O momento é propício na cidade, pois na sucessão da crise política temos uma gritante crise dos transportes no DF onde (1) o projeto Brasília Integrada está em ruinas, caminhando lentamente e sob inúmeras investigações; (2) o passe livre estudantil está em discussão profunda pois não foi implementado de forma satisfatória; (3) e com ele a emnpresa de bilhetagem eletrônica chamada “Fácil” é questionada em todas instancias (4) o sistema metroviário está sob investigação por seu antigo diretor ter participado da caixa de pandora e o sindicato avança na luta por mais contratações; (5) a greve acelera um relógio da crise rodoviária, problemas com veículos e disputa sobre aumentos de tarifas.

A necessidade de uma intervenção popular que faça com que nesta crise dos transportes tenhamos saldo a trabalhadores/as, usuários/as é fundamental. E a mobilização espontânea de hoje tanto soma-se às (também espontâneas) que recentemente tivemos na cidade em defesa do passe livre como também demonstra que o imaginário de lutas desenvolvido há alguns anos pelos movimentos sociais na cidade geraram frutos. Trata-se, finalmente, de articularmos propostas de transformação definitiva desta situação.

Para isso, apresentamos desde já a nossa contribuiçãp: chama-se tarifa zero. A cidade pôde parar pra pensar um pouco na proposta, hoje. E esse avanço já é sinistro demais.

Todavia, agora, vou dormir com a frustração de não ter sido um dos felizardos/as que viveu na prática a Catraca Livre. E vou seguir lutando para que, no futuro, essa tática seja novamente empregada, mas vinda de baixo e sob organização coletiva. E que ela me ajude a ir às reuniões e protestos do MPL-DF.

Começa a Tarifa Zero no DF

Tarifa Zero conta aumento de passagens

Gente,

resolvi tentar escrever com mais regularidade pro tarifazero.org

Mas dessa vez não será nenhum grande texo ou análise,  só um toque: o sindicato dos/das rodoviários/as decidiu, em assembléia realizada na tarde desse domingo (13/06),  que amanhã a greve que eles programavam será de operação catraca livre! Isso mesmo: vc entra no ôninus e não paga a passagem, indo pra onde quiser.

Amanhã é tarifa zero em Brasília, feita pelos/as trabalhadores/as. Claro que nesse processo tem um grande jogo político e uma série de coisas que depois podemos analisar melhor. Mas o resultado prático, imediato, é andar de ônibus gratuitamente na segunda. e talvez na terça, quarta, quinta… sem limites!

A não ser que os empresários do transporte, birrentos que são, fechem suas garagens, como já sinalizaram.

Aí será uma greve patronal, coisa nova também nos transportes, na cidade.

Greve rodoviária

Vale lembrar, por fim, que esse processo de mobilização do sindicato rodoviário geralmente precede um aumento de tarifas. Pior pra eles, se tentarem…

Tô pagando pra ver. Amanhã escrevo algo mais elaborado.

Quem quiser ver mais sobre, segue o link da notícia: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/06/13/cidades,i=197461/RODOVIARIOS+DECIDEM+SUSPENDER+GREVE+GERAL.shtml

obs: estamos em uma jornada de lutas no DF sobre o passe livre, e o transporte está em uma crise sinistra. Mas… ah, deixa pra depois, vou me preparar agora pra curtir meu dia de busão grátis.

Sobre a tentativa do governo do DF restringir o passe livre estudantil

Segue um bate-papo com o camarada paíque (este mesmo do link aí do lado esquerdo) sobre a nova traquinagem do governo de filme mais queimado no Brasil, o do Distrito Federal. Por lá, querem restringir o passe livre estudantil (um direito conquistado com muita luta) para grande parte da população. O Movimento Passe Livre e demais organizações populares não querem deixar.

Clique e ouça:

Para baixar e ouvir por aí, clique aqui.

Passe livre ainda está no impasse

A Lei nº 1.245/2009, que regulamenta o passe livre a estudantes, aguarda a assinatura do governador José Roberto Arruda. 90 mil serão beneficiados

A lei do passe livre deixa 90 mil futuros beneficiários à espera da regulamentação. Para entrar em vigor, a Lei nº 1.245/2009 precisa ser assinada pelo governador José Roberto Arruda. A previsão inicial para a regulamentação era de setembro deste ano, no entanto, ainda não há previsão do GDF. Com a proximidade do fim do ano letivo, tudo indica que os estudantes poderão usufruir do benefício somente em 2010. Os trâmites para a aprovação da lei se desenrolam há cinco meses. O projeto foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) no final de junho. Depois, passou pelas mãos de Arruda, que vetou oito das 12 emendas apresentadas pelos parlamentares. Logo após, voltou à Câmara, quando os deputados derrubaram três destes vetos, medida que contraria o posicionamento do GDF em relação à lei, o que poderia inviabilizar a regulamentação.

Da maneira que foram aprovados na CLDF, os passes poderão ser utilizados em qualquer horário e itinerário, dentro do limite comprovado pelo aluno. Além disso, o projeto passou a incluir as pessoas com deficiência como beneficiários. “Assim como os demais estudantes, estou na expectativa da implantação do Passe Livre desde as férias de julho.

Retirado de http://coletivo.maiscomunidade.com/conteudo/2009-11-25/cidades/1780/PASSE-LIVRE-AINDA-ESTA-NO-IMPASSE.pnhtml