[SP] Palestra de Lúcio Gregori em atividade da Rede Contra o Aumento das Tarifas

Ouça a palestra do Lúcio, abordando assuntos como as perniciosas concessões para exploração privada do sistema de transporte coletivo, tarifa zero, gestão do transporte de acordo com interesses públicos, entre outros assuntos.

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[SP] Pesquisas sobre o transporte coletivo: números na contramão



Nessas últimas semanas foram publicadas duas pesquisas que, pela diferença de resultados e conclusões entre elas, nos deixaram de cabelo em pé – para dizer o mínimo.

Uma delas dizia que “77% reprovam o transporte público em São Paulo”. Já outra, divulgada uma semana depois, destaca que o índice de aprovação verificado entre os usuários do transporte municipal alcançou a marca de 76% (ou 50% – a divergência em relação a esses índices será esclarecida mais à frente). Continue reading “[SP] Pesquisas sobre o transporte coletivo: números na contramão”

[SP] Especial transporte público do jornal Brasil de Fato

transito

Como o fim de ano é uma época propícia para momentos de maior relaxamento e reflexão, apresento aqui mais algumas sugestões de leitura. Para ilustrar nosso artigo, uma imagem antiga – para lembrar que essa história de privilégio do automóvel não começou agora…

Quando vocês estiverem assistindo nos telejornais ao incrível trânsito da fuga de carros das capitais do país para passar as festas no interior ou nas praias, tentem pensar um pouco nos motivos para tanto desespero de ir para longe do dia-a-dia de engarrafamentos. Trânsito imenso de feriado prolongado, para fugir dessa realidade de trânsito de todos os dias em nossas cidades…

Bom, sem mais delongas, vamos às sugestões de leitura. Pode parecer preguiça de minha parte, o fato de eu não escrever nada novo por aqui. Aí fico remetendo vocês para links pela web. Mas não. Não é nada disso. É que os textos em questão são muito bons – e merecem ser lidos.

Vocês podem conferir nos endereços em destaque que seguem abaixo a excelente série de 5 reportagens realizada pelo Jornal Brasil de Fato sobre a questão dos transportes coletivos na cidade e região metropolitana de São Paulo. Além da entrevista realizada com Lucio Gregori, a jornalista Michelle Amaral também ouviu as opiniões do Sindicato dos Metroviários e dos militantes do Movimento Passe Livre.

Boa leitura para nós!

***

[Entrevista Lucio Gregori] “Business e não serviço público”

Cobrança de tarifa impede mobilidade urbana no país

CAOS. O transporte público em São Paulo

Expansão do metrô e da CPTM é tardia

A obsessão por túneis, viadutos, grandes avenidas…

Por que será? III

Recebo de meu amigo Xavier o Relatório do Banco Mundial Sobre Transportes Coletivos, que Manolo do MPL da Bahia lhe encaminhou.

Fico curiosíssimo de saber o que pensam esse especialistas.

São citadas experiências de Bogotá, Curitiba, Zurique, Bangalore, Holanda etc. etc.

De Hasselt, Bélgica, onde o transporte coletivo é gratuito, tarifa zero desde 1997, nenhuma palavra.

Por que será?

Jornal PASSE 3

leia e distribua o terceiro número do jornal PASSE, do movimento passe livre são paulo.

passe3

PASSE para leitura na tela e PASSE por email

PASSE para impressão e PASSE adiante

neste número:
“mobilidade sustentável e direito à cidade” –
a contribuição de um movimento social de transporte coletivo para as discussões em torno do dia mundial sem carro (22/set) e do plano de circulação viária e transportes para a cidade de são paulo. exemplo da cidade de hasselt, bélgica, que ao aplicar a tarifa zero no transporte coletivo (desde 1997) teve um aumento de 1319% no número de viagens feitas de ônibus, representando muitos carros a menos nas ruas. a intermodalidade nos transportes (bicicleta + ônibus). propostas concretas (municipalização, fundo municipal de transporte coletivo gerido com participação popular, gratuidade). críticas à ampliação da marginal e remoção de favelas, que para privilegiar o uso do automóvel particular empurram comunidades inteiras para regiões mais afastadas e dificultam ainda mais o exercício da mobilidade urbana e do direito à cidade.

instruções para impressão:
imprimir em folha A4 frente-e-verso, dobrar no meio e grampear

Hasselt oferece transporte público gratuito

HasseltPost

Transporte público gratuito pode salvar o mundo? Esta é uma questão levantada em diversos meios e foi assunto de um dos primeiros posts do Carectomy. No entanto, a cidade de Hasselt, Bélgica, já passou há muito do estágio do debate. Na verdade, em julho a cidade celebrou dez anos de transporte público gratuito (nota: o artigo foi redigido em 2007. Agora, a tarifa zero de Hasselt já passou dos 12 anos de existência).

Hasselt é uma cidade de 70 mil residentes além de outras 300 mil pessoas que vivem nos subúrbios (espécie de região metropolitana). Antes de 1997 havia apenas oito ônibus responsáveis por 360 mil viagens anuais. As linhas de ônibus percorriam um total de 500 mil quilômetros.

O primeiro projeto de aperfeiçoamento da mobilidade em Hasselt foi transformar as ruas que circundam o centro em áreas de pedestres, cercadas por árvores. O passo seguinte foi  um experimento com gratuidade no transporte público, iniciado em 1º de julho de 1997. Dez anos depois, o sucesso desse esforço é impressionante: a média de pessoas que utiliza o serviço diariamente é de 12.600 por dia; há 46 ônibus cobrindo nove linhas e os ônibus percorrem quase dois milhões e meio (2.258.638) quilômetros por ano. Logo no primeiro dia do programa o número de passageiros e viagens aumentou 783%, crescendo para 900% no primeiro ano e ultrapassando 1.200% até 2001.

As linhas mais sobrecarregadas têm intervalos de apenas cinco minutos entre um e outro ônibus. O tempo máximo de espera dentre todas as linhas é de 30 minutos.

O plano de mobilidade de Hasselt não se limita aos ônibus gratuitos. Há também bicicletas e scooters disponíveis, e a cidade fez do acesso dos pedestres e ciclistas uma prioridade. O ponto central era reduzir o tráfego e aprimorar a mobilidade e acessibilidade dos cidadãos à sua cidade. O resultado final não foi apenas um aperfeiçoamento da mobilidade, mas uma melhor qualidade de vida. Junto à redução do número de carros vieram melhores condições no ar, habitantes mais saudáveis, mais turistas e menor necessidade de construir infra-estrutura para carros.

Todos esses “bônus” devem ter algum custo, certo? O jornal The Tyee publicou uma reportagem sobre como essas medidas resultaram em uma surpreende economia e melhoria de vida para os cidadãos de Hasselt.

O sistema de trânsito e transporte em Hasselt custou aos contribuintes aproximadamente $ 1.9 milhão em 2006. Isso representa 1% do orçamento municipal e 26% do total do custo do sistema. O governo da região de Flandres (governo flamengo) cobre o restante – aproximadamente $ 5,4 milhões.

O Plano de Mobilidade poupou a cidade de Hasselt de milhões de euros que seriam gastos em infraestrutura para carros e eliminou a necessidade da construção de uma nova rodovia. A cobrança de impostos diminuiu porque a cidade gasta menos dinheiro com transporte por conta do Plano, apesar do enorme aumento nas políticas para pedestres, ciclistas e serviços e infraestrutura para o trânsito.

Hasselt provou a eficiência do transporte público gratuito e os benefícios da redução parcial de carros. Torcemos para que o que iniciou em uma cidade na Bélgica inspire o mundo.

Por Joshua Liberles, 31 de dezembro de 2007.

http://www.carectomy.com/hasselt-proves-free-public-transportation-works/

Tarifa zero em Hasselt, Bélgica

A cidade de Hasselt, capital da província de Limburg, na Bélgica, faz parte de um pequeno, mas crescente, número de cidades ao redor do mundo que estão oferecendo tarifa zero no transporte público.

Desde 1º de julho de 1997, as linhas municipais de Hasselt são de uso gratuito para todos e, no caso de linhas centrais, até mesmo não-habitantes da cidade usufruem da tarifa zero.

A idéia do transporte público gratuito teve início em meados de 1996, a partir da Política Integrada de Transporte, desenvolvida pelo ministro de Transporte de Flandres (região flamenga, no Norte do país) Eddy Baldewijsn, que estabelecia o transporte público como prioridade.  A cidade de Hasselt foi uma das primeiras a subscrever o plano. O prefeito Steve Stevaert propôs conceder primazia ao transporte público sob o lema “a cidade garante o direito à mobilidade para todos”.

mais informações::

[artigo] Transporte público gratuito em Hasselt, Bélgica

[artigo] Hasselt oferece transporte público gratuito

[wikipedia, inglês] Public transport in Hasselt

Transporte público gratuito em Hasselt, Bélgica

hasselt_500

A cidade de Hasselt, capital da província de Limburg, na Bélgica, faz parte de um pequeno, mas crescente, número de cidades ao redor do mundo que estão oferecendo tarifa zero no transporte público.

Desde 1º de julho de 1997, as linhas municipais de Hasselt são de uso gratuito para todos e, no caso de linhas centrais, até mesmo não-habitantes da cidade usufruem da tarifa zero.

A idéia do transporte público gratuito teve início em meados de 1996, a partir da Política Integrada de Transporte, desenvolvida pelo ministro de Transporte de Flandres (região flamenga, no Norte do país) Eddy Baldewijsn, que estabelecia o transporte público como prioridade.  A cidade de Hasselt foi uma das primeiras a subscrever o plano. O prefeito Steve Stevaert propôs conceder primazia ao transporte público sob o lema “a cidade garante o direito à mobilidade para todos”.

Aspectos do sistema de transporte

As linhas locais são chamadas de Linhas H e funcionam das seis da manhã até sete da noite. Há um intervalo máximo de 30 minutos de espera entre um ônibus e outro. Em algumas linhas são adicionados ônibus extras nos horários de pico – das sete às nove da manhã e das quatro às seis da tarde. As linhas circulares da região do boulevard têm intervalos de cinco minutos e as circulares do centro, intervalos de dez minutos. Quase todos os ônibus locais são adaptados para cadeirantes.

O serviço regional de transporte (Linhas Vermelhas) é gratuito para moradores de Hasselt, desde que mostrem seus cartões de identidade para o motorista do ônibus. Quem não mora em Hasselt paga a tarifa comum, exceto crianças com menos de 12 anos. As linhas regionais Azuis têm uma tarifa própria. Na combinação do uso de linhas regionais e locais, os passageiros pagam a tarifa comum pela viagem completa.

Controle tarifário e inspeção

Nas Linhas H, passageiros não precisam apresentar nenhum tipo de documento. Não há fraude possível, já que o serviço é gratuito. Ainda assim, as rotas são monitoradas para propósitos de controle de qualidade.

Resultados da tarifa zero

Após a introdução da política de tarifa zero, o uso do transporte público aumentou imediatamente e se manteve alto, sendo, hoje, dez vezes maior se comparado ao período anterior. O site oficial de Hasselt registra o crescimento da seguinte forma:

Ano Passageiros Porcentagem
1996 360 000 100%
1997 1 498 088 428%
1998 2 837 975 810%
1999 2 840 924 811%
2000 3 178 548 908%
2001 3 706 638 1059%
2002 3 640 270 1040%
2003 3 895 886 1113%
2004 4 259 008 1217%
2005 4 257 408 1216%
2006 4 614 844 1319%

Por garantir acesso à tarifa zero no transporte público, o site de notícias http://gva.be descreveu o cartão de identidade dos habitantes de Hasselt da seguinte forma: “vale como ouro”.

Traduzido e adaptado de http://en.wikipedia.org/wiki/Public_transport_in_Hasselt