Relato da manifestação do dia 26 em Joinville, SC, e convocação para reunião de novos membros

por Movimento Passe Livre de Joinville

No dia 26 de outubro, nós do Movimento Passe Livre realizamos manifestação na Praça da Bandeira. Mesmo com a forte chuva que a antecedeu o ato, cerca de 100 pessoas, entre estudantes e trabalhadores, compareceram.

O ato tinha um objetivo principal e dois complementares: a luta por um transporte realmente público, sem tarifa, sem exclusão social. Os objetivos complementares dizem respeito justamente aos meios de se conseguir esse transporte: uma medida política, o plebiscito, e uma medida econômica, o IPTU progressivo. Continue reading “Relato da manifestação do dia 26 em Joinville, SC, e convocação para reunião de novos membros”

Por que recusar o plano da licitação do transporte em Joinville?

Por Miguel Neumann, militante do MPL Joinville

Após muitos anos de expectativa finalmente foi iniciado o processo de licitação do transporte coletivo em Joinville. Há certa percepção popular segundo a qual com a aplicação dos princípios de concorrência a passagem irá abaixar, acabará o monopólio da Gidion/Transtusa e o transporte vai melhorar.

De antemão é necessário dizer que não, isto é, que essa percepção é falsa. Isso porque o transporte é licitado em lote por meio de consórcio. Isso significa que quem ganhar o lote ganha tudo, que o consórcio pode ser formado por várias empresas, mas para fins práticos funcionará apenas como uma. É justamente esse o objeto da licitação atual: um grande lote que atenderá toda Joinville. Continue reading “Por que recusar o plano da licitação do transporte em Joinville?”

[Joinville, SC] Pula Catraca 6

Acaba de sair do forno para download e visualização na internet, a 6ª edição do Jornal Pula Catraca, do Movimento Passe Livre Joinville.

Nessa edição confira textos sobre a nova lei de mobilidade, a licitação do transporte em Joinville e, claro, tarifa zero.

Em breve ele estará nas ruas sendo distribuido gratuitamente.

[Joinville] Entrevista com Maikon Jean Duarte, da Frente de Luta pelo Transporte Público

Ouça entrevista de Maikon Jean Duarte, do Movimento Passe Livre de Joinville e da Frente de Luta pelo Transporte Público, no programa Hora do Trabalhador, da Rádio Clube:

Maikon abordou assuntos como a violência policial contra os manifestantes que estão em campanha contra reajuste nas tarifas da cidade e também sobre o debate principal em torno do transporte como um direito, gratuito e de qualidade.

Para download, clique aqui.

Mais infos: http://nozarcao.blogspot.com/

Razões para barrar o aumento da tarifa dos zarcões

por Maikon K.

Escrevi as razões para entrar na luta contra o aumento de R$ 2,70 na tarifa dos zarcões. Todos os pontos foram baseados em diferentes relatos de usuários-as do meu círculo de amigos-as e familiares.

– Para ir ao Parque Cidade, localizado próximo da Arena, é preciso de carro ou de ônibus. Se pode pedalar e ir a pé, mas é importante notar o calor e chuva que ocorrem em Joinville. O zarcão é o meio de transporte coletivo e é uma boa maneira. Porém, para uma família de quatro pessoas, moradores do Parque Guarani, bairro de menor renda da cidade, ter um momento de lazer numa dominguera, será preciso gastar R$ 21,60.

– O acesso ao SUS – Sistema Único de Saúde – também depende do transporte coletivo, já que determinados atendimentos, como a psiquiatria, não estão disponíveis em todos os postos de saúde. Existem pessoas que precisam se deslocar de seu bairro para outro. Continue reading “Razões para barrar o aumento da tarifa dos zarcões”

Da seção “A luta de classes tá aí como sempre”

Vejam o que acontece com quem decide se manifestar coletivamente contra este sistema de transporte privado e que explora a população brasileira (vídeo e texto da Frente de Luta pelo Transporte Público de Joinville):

No vídeo abaixo, ato de panfletagem dentro do terminal central. Os seguranças da empresa tentaram intimidar os manifestantes, mas, amparados na constituição brasileira, exercemos nosso direito à livre manifestação.

[Joinville, SC] Relato da panfletagem de 14 de dezembro de 2011

por Felipe Bello e Maikon K – militantes da Frente de Luta pelo Transporte Público

A Frente de Luta pelo Transporte Público organizou um cronograma de atividades para barrar o aumento na tarifa do zarcão, que segundo o Prefeito Carlito Merss, por meio dos jornais, passará a custar R$2,70 a partir do dia 02 de Janeiro de 2012. A Prefeitura Municipal de Joinville também anunciou abertura de um processo licitatório para explorar o direito de ir e vir das pessoas. O fato é que o aumento continua acontecendo sem a consulta da população e a abertura de licitação perpetuará a exploração do transporte coletivo nas mãos de empresas que visam o lucro, não os direitos dos (as) usuários (as). Continue reading “[Joinville, SC] Relato da panfletagem de 14 de dezembro de 2011”

[Joinville] Nota do Movimento Passe Livre contra o aumento da tarifa de ônibus

por Movimento Passe Livre Joinville

Os jornais noticiaram que o prefeito Carlito Merss anunciou o aumento da tarifa de ônibus em 6% (o que faria a tarifa antecipada passar de R$2,55 para R$2,70). O argumento do prefeito diz respeito à recuperação da inflação e que, além disso, centrará esforços na licitação do transporte.

O que o prefeito não diz é que de 1996 até outubro de 2011 a tarifa, considerando já o futuro acréscimo de 6%, aumentou 350%, enquanto a inflação, no mesmo período, foi de 174%. Portanto, dizer que o aumento recupera a inflação é hipocrisia: se a tarifa realmente se guiasse pela inflação ela deveria diminuir e não aumentar. Continue reading “[Joinville] Nota do Movimento Passe Livre contra o aumento da tarifa de ônibus”

Palestra de Lúcio Gregori em Joinville, no Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre

(clique na imagem para ampliá-la)

Lúcio Gregori é engenheiro e foi secretário municipal dos Transportes da cidade de São Paulo na gestão de Luiza Erundina (então no PT). Quando assumiu a secretaria de Transportes, desenvolveu, junto com sua equipe e com o apoio da prefeita, a idéia política de um transporte coletivo como direito, de acesso para todos e todas, sem distinção, financiado pela coletividade, com ênfase nos setores mais ricos da sociedade. Implantou um projeto-piloto de tarifa zero num bairro paulistano, chamado Cidade Tiradentes, habitado na época por 200 mil habitantes.